Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

John A. Herring · Capítulo 90 de 121

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Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

Procedimento 50: Osteotomia em V do Tarso de Japas

P R O C E D I M E N

T O 5 0

Osteotomia em V do Tarso de

Japas

 

Técnica Operatória

A, A face dorsal dos ossos tarsais é exposta por uma incisão longitudinal

de 6 a 8 cm de comprimento na linha média do pé (ou seja, entre o

segundo e o terceiro raios) e centralizada sobre a área tarsal média na

articulação cuneonavicular.

B e C, O tecido subcutâneo é dividido. Os nervos superficiais são isolados

e protegidos. Os tendões dos músculos extensores longos dos dedos são

identificados e separados, e é desenvolvido o plano entre o segundo e o

terceiro dedos. O músculo extensor curto dos dedos é identificado,

elevado extraperiostealmente e retraído lateralmente com os tendões dos

músculos fibulares. O tendão do extensor longo do hálux, os vasos

dorsais do pé e o tendão do tibial anterior são identificados, liberados

por dissecção e retraídos medialmente. O local de osteotomia é exposto

extraperiostealmente.

A articulação talonavicular é identificada em seguida. Cuidado! Não lese

a articulação transversa do tarso e comprometa sua função. Se os pontos de referência ósseos estiverem distorcidos, são obtidas radiografias para uma orientação adequada. Uma ostectomia parcial inadvertida da cabeça do tálus provocará necrose asséptica e artrite traumática. A linha em V da osteotomia é marcada. Seu ápice corresponde à linha média do pé na altura do arco da deformidade em cavo, sua porção medial estende-se até o ponto médio do cuneiforme medial e sai proximalmente à articulação entre o cuneiforme e o primeiro metatarso, e seu membro lateral estende-se até o ponto médio do cuboide e emerge proximalmente à articulação do cuboide com o quinto metatarso. Geralmente, o V é raso, com um formato mais semelhante a uma cúpula.

D e E, A osteotomia é iniciada com uma serra óssea oscilatória e

concluída com um osteótomo. Deve-se evitar a fragmentação das

extremidades medial e lateral da osteotomia. Em seguida, um elevador

periosteal curvo é inserido no local de osteotomia, uma tração manual é

aplicada ao antepé e, usando o elevador como alavanca, a base do

fragmento distal é deprimida na direção plantar. Esta manobra corrige a

deformidade em cavo e alonga a superfície plantar côncava do pé. O pé

não é encurtado, como ocorreria com a ressecção de uma cunha óssea, e

qualquer deformidade em abdução ou adução pode ser corrigida, se

necessário.

 

F, Assim que o alinhamento desejado for obtido, um único pino de

Steinmann é inserido pela parte distal do primeiro metatarso e dirigido

posterior e lateralmente para terminar na parte lateral do calcâneo ou do

cuboide. São obtidas radiografias para verificar a integralidade da

correção. Em seguida, o torniquete é removido, a hemostasia é obtida e

a ferida é fechada com suturas interrompidas. O pino é cortado

subcutaneamente e um aparelho gessado é aplicado abaixo do joelho.

 

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