Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos
Procedimento 37: Estabilização Escapulocostal para a Escápula Alada (Técnica de Ketenjian)
P R O C E D I M E N
T O 3 7
Estabilização Escapulocostal para a
Escápula Alada (Técnica de
Ketenjian)
No alamento da escápula em pacientes com distrofia muscular fascioescapuloumeral, a escápula está malrodada, com o seu eixo longitudinal desviado no sentido medial e o seu ângulo inferomedial deslocado até o processo espinhoso das vértebras.
Avaliação Pré-Operatória
Antes da cirurgia, o cirurgião deve determinar a posição em que a escápula será fixada à parede torácica. Isso é feito com o paciente em pé e o cirurgião atrás do paciente.
A, O cirurgião estabiliza a escápula com uma mão segurando sua borda
superomedial com o polegar e os dedos. Com o polegar da mão oposta,
o cirurgião engancha o ângulo inferior da escápula enquanto a palma e
os dedos seguram a caixa torácica no sentido lateral. O braço do
paciente fica solto ao lado.
B, O ângulo inferior da escápula é deslocado no sentido lateral até que a
borda medial da escápula fique paralela ao eixo longitudinal dos
processos espinhosos da vértebra. Com a escápula fixada na caixa
torácica, o paciente ativamente abduz o ombro, e o grau de abdução
glenoumeral ativa é medido. Nesta ilustração, a abdução do ombro ativa
é de 80 graus.
C, O ângulo inferior da escápula é deslocado no sentido lateral, girando,
dessa forma, a escápula no sentido lateral no plano coronal (escapular).
Nesta ilustração, a borda medial da escápula é inclinada no sentido
lateral a 40 graus em relação aos processos espinhosos vertebrais. O
paciente é convidado a abduzir ativamente o ombro, e a amplitude de
abdução toracoglenoumeral total é medida e correlacionada com o
ângulo escapuloaxial (o ângulo formado pela borda medial da escápula
e uma linha longitudinal que conecta os processos espinhosos da
vértebra).