Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos
Procedimento 13: Fixação com Parafuso Canulado Percutâneo (“Pinagem”) da Epífise Femoral Capital Deslizada
P R O C E D I M E N
T O 1 3
Fixação com Parafuso Canulado
Percutâneo (“Pinagem”) da Epífise
Femoral Capital Deslizada
A, A posição ideal de um único parafuso canulado é no centro da epífise,
perpendicular à fise. Nesta posição, a estabilização da epífise no colo é
máxima e o risco de uma inadvertida penetração do parafuso na
articulação é menor. Devido ao deslocamento posterior típico da epífise
femoral sobre o colo, na maioria dos casos o fio guia e o parafuso
devem estar localizados sobre a base anterior do colo do fêmur. A
localização exata varia segundo a gravidade do deslizamento.
B, O paciente é posicionado na mesa de fratura com a patela voltada
anteriormente e o membro em posição neutra a levemente abduzido. No
caso de deslizamentos instáveis, geralmente será observada uma epífise
reduzida até certo ponto nesta posição. Não devem ser feitos esforços de
redução adicionais. O membro oposto pode ser colocado em tração e
abdução máxima, ou flexionado e abduzido para liberá-lo da projeção
fluoroscópica lateral. O funcionamento adequado do fluoroscópio com
adequadas visualizações anteroposterior (AP) e lateral da epífise
femoral deve ser confirmado neste momento. O fluoroscópio com braço
em C é, então, retirado do campo cirúrgico.
C, A trajetória ideal é identificada e marcada na pele do paciente
colocando-se um fio guia livre contra a pele enquanto se avalia a
posição do fio guia sob fluoroscopia tanto na projeção AP quanto na
lateral. A intersecção destas duas linhas indica o ponto apropriado de
inserção do fio guia no membro do paciente. A incisão na pele é feita
neste momento.
D, Sob orientação fluoroscópica, e seguindo as trajetórias marcadas sobre
a pele do paciente, o fio guia é colocado na base do colo femoral,
avançado então para o colo através da fise e para dentro da epífise. Se a
localização do fio guia não for a ideal, ele deve ser reposicionado, ou
temporariamente deixado no local como um guia para a inserção de um
segundo fio guia na posição correta. Deve ser tomado muito cuidado
para que o fio guia (e, posteriormente, a broca, o puncionador e o
parafuso) não avance na articulação do quadril. Para deslizamentos
instáveis, um segundo fio guia é inserido paralelamente ao primeiro, de
preferência no quadrante inferomedial da epífise. No caso de
deslizamentos instáveis, isto proporciona alguma estabilidade de
rotação e pode ser usado para a inserção de um segundo parafuso
canulado, se desejado.
E, O comprimento do fio guia inserido no osso é medido com o aparelho
medidor de profundidade canulado (a) ou por meio da colocação de um
segundo fio guia contra o colo do fêmur paralelamente ao do fêmur e se
mede a diferença entre as extremidades expostas do fio guia. O colo do
fêmur e a epífise são, então, perfurados e macheados utilizando-se os
instrumentos canulados. A broca canulada é avançada através do fio
guia (b), e o parafuso é inserido sobre o fio guia. A posição do fio guia é
verificada periodicamente para se certificar de que não está sendo
inadvertidamente avançado para o quadril ou retirado do fêmur com a
broca ou macho.