Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos
Procedimento 38: Exposição da Coluna Vertebral para Posteriores Instrumentação e Fusão
P R O C E D I M E N
T O 3 8
Exposição da Coluna Vertebral
para Posteriores Instrumentação e
Fusão
Técnica Cirúrgica A anestesia geral é administrada via entubação endotraqueal. O acesso intravenoso é obtido, seguido da cateterização da arterial radial. São então administrados antibióticos perioperatórios, normalmente cefalosporinas de primeira geração.
A, Posicionamento do paciente. Sob a supervisão do cirurgião, o paciente
é colocado em decúbito ventral sobre uma mesa cirúrgica. Almofadas
de gel podem ser colocadas sobre quatro almofadas de suporte para
amortecer ainda mais as regiões torácica e inguinal. O abdome deve
ficar livre de qualquer contato para minimizar a perda de sangue.
Posicionadas lateralmente à região do mamilo, as almofadas superiores
apoiam a parte superior do tórax. Os ombros são abduzidos e os
cotovelos são flexionados. As axilas devem estar livres de pressão, não
podendo haver estiramento do plexo braquial ou pressão sobre o nervo
ulnar (no cotovelo). As almofadas inferiores fazem contato na região
ilioinguinal. A menos que o nervo cutâneo femoral lateral esteja
acolchoado satisfatoriamente, a pressão pode levar a uma temporária
disestesia pós-operatória na superfície anterior da coxa. Quando
acessada cirurgicamente a coluna lombar, os quadris devem ser
estendidos pela elevação das pernas com travesseiros colocados sob a
parte anterior da coxa para assegurar que a lordose lombar está mantida.
As costas inteiras são preparadas com iodopovidona (Betadina) ou
clorexidina, começando na base da linha do cabelo e continuando até a fenda glútea. Ambas as cristas ilíacas são incluídas no campo cirúrgico. Após a preparação e colocação do campo cirúrgico permanente, é colocado o campo cirúrgico adesivo descartável com Betadina. Uma área adequada deve ser exposta de modo que a incisão nunca se estenda para as bordas do campo cirúrgico.
B, Incisão. O comprimento da incisão na pele é determinado pelo número
de níveis que requerem fusão. A incisão é aprofundada na derme com
um bisturi. Para minimizar o sangramento, é usada a eletrocauterização
para continuar a incisão para baixo através da derme em direção ao
tecido subcutâneo. Uma alternativa a esta técnica é infiltrar o tecido
intradérmico com epinefrina e depois fazer a incisão para baixo até o
tecido subcutâneo. Em seguida, afastadores cirúrgicos são colocados
dentro da incisão para manter as bordas da pele sob tensão e
proporcionar a exposição dos processos espinhosos. (Embora uma
cirurgia minimamente invasiva tenha sido tentada para a escoliose
idiopática do adolescente, os resultados não têm sido amplamente
divulgados e provavelmente não propiciam qualquer vantagem
significativa. Relatos anteriores sugerem que esta cirurgia é mais longa
e traz pouco benefício em relação à redução do tempo de internação, e
que é muito cedo para se determinar a incidência de pseudoartrose, um
risco significativo dada a exposição limitada.)
C, Uma vez que os processos espinhosos foram expostos, a rafe mediana é
incisada para baixo em direção ao osso. Uma pinça Kelly pode fornecer
uma orientação adequada para a incisão. A dissecação neste plano
avascular minimiza a perda de sangue.
D, São usados elevadores Cobb para expor subperiostealmente os
elementos posteriores. A exposição estende-se lateralmente para as
pontas dos processos transversos de todos os níveis incluídos na fusão.
Uma dissecção meticulosa deve ser realizada para preparar os elementos
posteriores para a fusão.
E, Conforme a dissecção subperiosteal continua, cada nível é comprimido
firmemente com gaze para minimizar o sangramento.
F, Uma vez que a dissecção é concluída, a gaze usada para comprimir os
tecidos é removida e os afastadores são colocados nas áreas proximal,
distal e intermediária. Uma limpeza adicional do campo cirúrgico é,
então, realizada com fórceps, curetas e eletrocautério.
Uma fluoroscopia intraoperatória é realizada para confirmar os níveis
corretos para fusão. Independentemente da habilidade do cirurgião, a fluoroscopia deve ser sempre realizada para evitar uma inadvertida seleção do nível vertebral errado.
Após a exposição do campo cirúrgico, são preparados locais de
ancoragem (ganchos, fios ou parafusos). O planejamento pré-operatório para a colocação do gancho e do parafuso adequado deve ser observado na radiografia e deve ser familiar a todos aqueles que auxiliam na cirurgia.
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