Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos
Procedimento 55: Amputação acima do Joelho com Encaixe de Contenção Isquiática (Amputação Transfemoral)
P R O C E D I M E N
T O 5 5
Amputação acima do Joelho com
Encaixe de Contenção Isquiática
(Amputação Transfemoral)
O nível da amputação é determinado pelas medidas obtidas nos estudos de imagem pré-operatórios. As medidas são realizadas a partir do topo do trocânter maior e da linha da articulação do joelho. Se o nível da amputação permitir, um torniquete pneumático é usado para hemostasia. Uma bolsa de areia é colocada abaixo da nádega ipsilateral.
As seguintes áreas são marcadas: 1. Nível ósseo pretendido da
amputação. 2. Pontos médios das faces medial e lateral da coxa 1 cm acima do nível ósseo. 3. Borda distal das incisões anterior e posterior.
A última é determinada por uma regra prática; o comprimento
combinado dos retalhos anterior e posterior é discretamente maior que o diâmetro da coxa no nível ósseo pretendido e o comprimento do retalho anterior corresponde a duas vezes o diâmetro do retalho posterior.
A a C, A incisão cutânea começa no ponto médio da face medial da coxa,
faz uma curva suave anterior e inferiormente até a borda distal da
incisão anterior e passa em formato convexo para o ponto médio da face
lateral da coxa. A incisão posterior começa no mesmo ponto medial,
estende-se até a margem distal do retalho posterior e vira
proximalmente, terminando no ponto médio na coxa lateral.
D, O tecido subcutâneo e a fáscia profunda são divididos em alinhamento
com a incisão cutânea, e os retalhos anterior e posterior são refletidos
proximalmente ao nível da amputação.
E a G, Os vasos femorais e o nervo safeno são identificados. Eles ficam
localizados profundamente ao músculo sartório, entre os músculos
adutor longo e vasto medial. Os vasos femorais profundos são
encontrados em um ponto adjacente ao fêmur, no intervalo entre os
músculos adutor magno, adutor longo e vasto medial. Existem variações
na origem da artéria femoral profunda, como mostrado em G. A artéria
e a veia femorais são isoladas, duplamente ligadas com suturas de seda
resistentes e seccionadas. O nervo safeno é puxado distalmente e
seccionado com um bisturi afiado. Se o nível da amputação for alto, os
vasos femorais profundos podem ser ligados e seccionados por este
acesso anteromedial.
H e I, O quadril é flexionado acentuadamente para permitir acesso às
estruturas posteriores. O nervo isquiático é exposto no intervalo entre os
jarretes mediais medialmente e a cabeça longa do bíceps femoral
lateralmente. O nervo é puxado distalmente com delicadeza, infiltrado
com bupivacaína, ligado e dividido com precisão sobre um abaixador de
língua.
J e K, É mostrado o acesso posterior aos vasos femorais profundos quando
o nível da amputação for distal.
L, Com um bisturi para amputação ou eletrocautério, os músculos
quadríceps e adutor são seccionados e inclinados para cima até o local
da divisão óssea de modo que o retalho miofascial anterior tenha
aproximadamente 1,5 cm de espessura. Os músculos posteriores são
divididos transversalmente. Quando necessário, os ramos musculares
dos vasos femorais são pinçados e ligados.
M, Os músculos proximais são retraídos para cima com um escudo de
amputação e o periósteo é cortado circunferencialmente.
N, O fêmur é seccionado com uma serra em um ponto imediatamente
distal à incisão periosteal.
O, Usando uma rugina, a proeminência da linha áspera é excisada e a
extremidade óssea é suavizada com uma lima. A ferida é irrigada com
solução salina normal para remover todos os fragmentos ósseos soltos.
P, Compressas quentes são aplicadas sobre a ferida e o torniquete é
liberado. Após 5 minutos, o coto é inspecionado para detectar qualquer
ponto de sangramento.
Q, Os retalhos miofasciais anterior e posterior são puxados distalmente e
aproximados com suturas interrompidas através da camada fascial.
Cateteres de sucção são colocados na ferida e conectados a um
evacuador com drenagem por sucção fechada.
R, O tecido subcutâneo e a pele são fechados de modo usual. Algumas
instituições realizam um ajuste protético imediato na sala de cirurgia.
Outras aplicam inicialmente uma tala e trocam para curativos
compressivos macios no 2° dia pós-operatório.
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