Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos
Procedimento 51: Correção do Dedo em Martelo por Ressecção e Artrodese da Articulação Interfalângica Proximal
P R O C E D I M E N
T O 5 1
Correção do Dedo em Martelo por
Ressecção e Artrodese da
Articulação Interfalângica
Proximal
Técnica Operatória
A, Uma incisão longitudinal de 3 a 4 cm é realizada sobre a face dorsal da
articulação interfalângica proximal (IFP) paralelamente e na borda
lateral do tendão do músculo extensor longo dos dedos. O tecido
subcutâneo é dividido e os retalhos cutâneos são retraídos.
B, O tendão do extensor longo é dividido e retraído para expor a cápsula
da articulação IFP. Os vasos e nervos digitais são protegidos contra
lesão. Uma incisão transversal é realizada na cápsula e as superfícies
articulares são amplamente expostas.
C e D, Usando uma rugina, são ressecadas cunhas do osso com base dorsal
da cabeça da falange proximal e da base da falange média. Deve ser
removido osso suficiente para permitir a correção da deformidade.
E e F, As falanges proximal e média são unidas por fixação interna com
um fio de Kirschner, que é inserido por via retrógrada. O fio de
Kirschner não deve atravessar a articulação metatarsofalângica. As
superfícies de osso esponjoso das falanges média e proximal devem
ficar apostas, e o alinhamento rotacional deve estar correto. A cápsula é
firmemente suturada outra vez por plicatura. A ferida é fechada de
modo rotineiro. A extremidade do fio de Kirschner é dobrada em 90
graus e cortada deixando-se 0,5 cm do fio com protrusão pela pele.
Cuidados Pós-Operatórios Um aparelho gessado curto que permita a caminhada é aplicado com uma faixa de material de imobilização para proteger o dedo do pé. O fio e o aparelho são removidos em 6 semanas, quando as radiografias demonstrarem fusão da articulação interfalângica.
OceanofPDF.com