Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos
Procedimento 52: Epifisiodese do Fêmur Distal (Modificação de Green da Técnica de Phemister)
P R O C E D I M E N
T O 5 2
Epifisiodese do Fêmur Distal
(Modificação de Green da Técnica
de Phemister)
Técnica Operatória
A, O joelho é sustentado em 20 a 30 graus de flexão e a linha articular é
identificada. Em primeiro lugar, a face medial do fêmur distal é exposta.
Começando em um ponto 1 cm superior à linha articular, uma incisão
longitudinal de aproximadamente 3 cm de comprimento é realizada no
ponto médio entre as margens anterior e posterior dos côndilos
femorais. O tecido subcutâneo e a fáscia profunda são divididos em
alinhamento com a incisão cutânea.
B, Seguindo a superfície anterior do septo intermuscular medial, o
músculo vasto medial é levantado anteriormente com um elevador
periosteal rombo. Não se deve entrar na bolsa suprapatelar. Na margem
inferior da ferida, a cápsula e a membrana sinovial refletida da
articulação do joelho são elevadas com delicadeza e retraídas
distalmente com instrumentos rombos. Os vasos geniculares mediais
superiores atravessam a ferida; é melhor coagulá-los para prevenir um
sangramento problemático mais tarde.
C, Uma incisão longitudinal é realizada na linha média no periósteo,
começando proximalmente e continuando por toda a extensão da ferida.
D, A fise femoral distal medial é exposta levantando-se os retalhos
anterior e posterior do periósteo por meio de uma dissecção
subperiosteal; ela aparece como uma linha transversal branca e brilhante
que é mais mole que o osso esponjoso adjacente. Alguns cirurgiões
preferem realizar uma incisão longitudinal em forma de I no periósteo
para expor a placa de crescimento. O periósteo é retraído com
delicadeza. Devem ser evitadas uma tração grosseira e a fragmentação
do periósteo. Se necessário, elevadores são colocados
subperiostealmente nas faces anterior e posterior do fêmur distal para
uma exposição adequada. Afastadores rombos de ângulo reto são
usados para retração proximal e distal.
E e F, Com pares de osteótomos equivalentes, é excisado um pedaço
retangular de osso com 2,85 a 3,80 cm de comprimento e 1,25 a 1,5 cm
de largura. A placa epifisária deve estar na junção do terço distal e dos
dois terços proximais da extensão do enxerto ósseo ressecado, em um
ponto equidistante entre as superfícies anterior e posterior do fêmur. O
córtex posterior do fêmur não deve ser rompido. A profundidade do
enxerto ósseo corresponde a 1,25 a 1,9 cm. Devido à saliência dos
côndilos femorais, os osteótomos anterior e posterior devem ser um
pouco inclinados distalmente para que fiquem perpendiculares à
superfície medial do fêmur. Após a remoção dos osteótomos, a
integridade da osteotomia é verificada com um osteótomo fino (0,9 ou
0,6 cm). Em seguida, o enxerto é removido com osteótomos curvos. O
rompimento do enxerto na fise é impedido equilibrando-se a placa de
crescimento com os osteótomos.
G, A placa de crescimento é curetada nas direções anterior, posterior e
distal. Deve-se lembrar que a fise femoral distal aponta para a direção
inferior. A maciez da placa cartilaginosa serve como guia para sua
direção. O enxerto de osso esponjoso é colhido do leito proximal e
acomodado no defeito criado pela remoção da placa de crescimento.
H, O enxerto ósseo é, então, reinserido no leito original com suas
extremidades invertidas por uma rotação de 180 graus.