Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

John A. Herring · Capítulo 15 de 121

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Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

Procedimento 5: Osteotomia em Varo Intertrocantérica e Fixação Interna com uma Placa Lâmina

P R O C E D I M E N

T O 5

Osteotomia em Varo

Intertrocantérica e Fixação Interna

com uma Placa Lâmina

 

Técnica Operatória

A, A operação é realizada com a criança em posição supina em uma mesa

de operação radioluscente. É imperativo ter controle radiográfico com

intensificador de imagem. Alguns cirurgiões preferem operar uma

criança mais velha em uma mesa de fratura porque é tecnicamente mais

fácil de se obter uma radiografia lateral do quadril. Uma incisão linear,

médio-lateral e longitudinal é feita começando na ponta do trocânter

maior e se estendendo distal e paralelamente ao fêmur por uma distância

de 10 a 12 cm. O tecido subcutâneo é dividido em linha com a incisão

na pele.

B, A fáscia lata é exposta por meio do aprofundamento da dissecção.

Primeiramente, ela é dividida com um bisturi e, em seguida, dividida

longitudinalmente com tesouras na direção das suas fibras. A fáscia lata

deve ser dividida posteriormente ao tensor da fáscia lata para evitar o

rompimento do músculo.

C, Com a retração, o músculo vasto lateral é visualizado. Em seguida, a

 

região anterolateral do fêmur proximal e a área trocantérica são

expostas. É imprescindível não ferir a placa de crescimento do trocânter

maior. A origem do músculo vasto lateral é dividida transversalmente a

partir da borda inferior do trocânter maior até a superfície posterolateral

do fêmur. As fibras musculares do músculo vasto lateral são elevadas do

septo intramuscular lateral e da inserção tendinosa do glúteo máximo.

D, A superfície femoral lateral é exposta pela dissecção subperiosteal. A

apófise trocantérica maior não deve ser perturbada.

 

E e F, A cabeça femoral é centralizada de forma concêntrica no acetábulo

pela abdução e rotação medial do quadril, e sua posição é verificada

com um intensificador de imagem. Imediatamente distal à placa de

crescimento apofisário do trocânter maior, um pino Steinmann de 3 mm

é inserido através da cortical lateral da diáfise femoral, paralelamente ao

assoalho da sala de operações e em ângulo reto em relação ao plano

mediano do paciente. O pino é perfurado medialmente ao longo do eixo

longitudinal do colo do fêmur e termina próximo da fise femoral

proximal. Esta posição do fêmur proximal pode ser reproduzida a

qualquer momento durante a operação colocando o pino de Steinmann

horizontalmente paralelo ao chão e a 90 graus em relação ao eixo

longitudinal do paciente. Este é um método muito confiável e simples

para orientar corretamente o fêmur proximal.

G, O cinzel para a placa lâmina é colocado em um ângulo que é

determinado da seguinte forma: se o cinzel estiver paralelo ao pino guia,

a placa lâmina em 90 graus produziria um ângulo cervicodiafisário de

90 graus. Neste caso, nós procuramos produzir um ângulo

cervicodiafisário de 105 graus. Assim, um cinzel colocado 15 graus fora

do eixo do pino guia adiciona 15 graus a um ângulo cervicodiafisário de

90 graus, resultando, assim, em um ângulo final de 105 graus.

H, Os cortes da osteotomia são feitos enquanto o cinzel está no lugar. A

osteotomia proximal é paralela ao cinzel, e a osteotomia distal é

perpendicular à diáfise do fêmur.

I, Após o triângulo osteotomizado ser removido, o cinzel é também

 

removido, e é inserida a placa lâmina. O controle cuidadoso do

fragmento proximal e uma clara visualização do local de entrada do

cinzel facilitam a colocação da lâmina.

J, A placa lâmina é totalmente encaixada e presa com parafusos que são

perfurados e rosqueados. A angulação da placa produz um

deslocamento medial da diáfise femoral, o que é extremamente

importante para a biomecânica do quadril. O insucesso no deslocamento

dos fragmentos distais medialmente resulta na proeminência lateral da

placa e no alargamento da virilha.