Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos
Procedimento 5: Osteotomia em Varo Intertrocantérica e Fixação Interna com uma Placa Lâmina
P R O C E D I M E N
T O 5
Osteotomia em Varo
Intertrocantérica e Fixação Interna
com uma Placa Lâmina
Técnica Operatória
A, A operação é realizada com a criança em posição supina em uma mesa
de operação radioluscente. É imperativo ter controle radiográfico com
intensificador de imagem. Alguns cirurgiões preferem operar uma
criança mais velha em uma mesa de fratura porque é tecnicamente mais
fácil de se obter uma radiografia lateral do quadril. Uma incisão linear,
médio-lateral e longitudinal é feita começando na ponta do trocânter
maior e se estendendo distal e paralelamente ao fêmur por uma distância
de 10 a 12 cm. O tecido subcutâneo é dividido em linha com a incisão
na pele.
B, A fáscia lata é exposta por meio do aprofundamento da dissecção.
Primeiramente, ela é dividida com um bisturi e, em seguida, dividida
longitudinalmente com tesouras na direção das suas fibras. A fáscia lata
deve ser dividida posteriormente ao tensor da fáscia lata para evitar o
rompimento do músculo.
C, Com a retração, o músculo vasto lateral é visualizado. Em seguida, a
região anterolateral do fêmur proximal e a área trocantérica são
expostas. É imprescindível não ferir a placa de crescimento do trocânter
maior. A origem do músculo vasto lateral é dividida transversalmente a
partir da borda inferior do trocânter maior até a superfície posterolateral
do fêmur. As fibras musculares do músculo vasto lateral são elevadas do
septo intramuscular lateral e da inserção tendinosa do glúteo máximo.
D, A superfície femoral lateral é exposta pela dissecção subperiosteal. A
apófise trocantérica maior não deve ser perturbada.
E e F, A cabeça femoral é centralizada de forma concêntrica no acetábulo
pela abdução e rotação medial do quadril, e sua posição é verificada
com um intensificador de imagem. Imediatamente distal à placa de
crescimento apofisário do trocânter maior, um pino Steinmann de 3 mm
é inserido através da cortical lateral da diáfise femoral, paralelamente ao
assoalho da sala de operações e em ângulo reto em relação ao plano
mediano do paciente. O pino é perfurado medialmente ao longo do eixo
longitudinal do colo do fêmur e termina próximo da fise femoral
proximal. Esta posição do fêmur proximal pode ser reproduzida a
qualquer momento durante a operação colocando o pino de Steinmann
horizontalmente paralelo ao chão e a 90 graus em relação ao eixo
longitudinal do paciente. Este é um método muito confiável e simples
para orientar corretamente o fêmur proximal.
G, O cinzel para a placa lâmina é colocado em um ângulo que é
determinado da seguinte forma: se o cinzel estiver paralelo ao pino guia,
a placa lâmina em 90 graus produziria um ângulo cervicodiafisário de
90 graus. Neste caso, nós procuramos produzir um ângulo
cervicodiafisário de 105 graus. Assim, um cinzel colocado 15 graus fora
do eixo do pino guia adiciona 15 graus a um ângulo cervicodiafisário de
90 graus, resultando, assim, em um ângulo final de 105 graus.
H, Os cortes da osteotomia são feitos enquanto o cinzel está no lugar. A
osteotomia proximal é paralela ao cinzel, e a osteotomia distal é
perpendicular à diáfise do fêmur.
I, Após o triângulo osteotomizado ser removido, o cinzel é também
removido, e é inserida a placa lâmina. O controle cuidadoso do
fragmento proximal e uma clara visualização do local de entrada do
cinzel facilitam a colocação da lâmina.
J, A placa lâmina é totalmente encaixada e presa com parafusos que são
perfurados e rosqueados. A angulação da placa produz um
deslocamento medial da diáfise femoral, o que é extremamente
importante para a biomecânica do quadril. O insucesso no deslocamento
dos fragmentos distais medialmente resulta na proeminência lateral da
placa e no alargamento da virilha.