Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos
Cuidados Pós-Operatórios
dos terços superior e médio do braço; a segunda incisão é centralizada
acima da face anteromedial do cotovelo.
B, Por meio da primeira incisão, o tecido subcutâneo e a fáscia profunda
são divididos e, se necessário, a veia cefálica é ligada.
C, O tendão do peitoral maior é identificado e dividido na sua inserção o
mais próximo possível do osso. Por meio de uma dissecção romba, o
músculo é mobilizado a partir da parede torácica na direção da
clavícula. O músculo deltoide é retraído lateralmente e o tendão da parte
longa do bíceps é exposto à medida que ele segue para cima na direção
da articulação do ombro. Ele é separado na extremidade superior do
sulco bicipital e puxado distalmente para o interior da ferida cirúrgica.
D, Por meio de uma dissecção romba e cortante, o ventre muscular da
parte longa do bíceps é deslocado para o terço inferior do braço pela sua
liberação da parte curta. Os vasos e nervos que entram no ventre
muscular são divididos e ligados conforme necessário. O tendão e o
músculo da parte longa são levados para a segunda incisão distal e
liberados para a tuberosidade do rádio. Muitas vezes, liberar o músculo
das ligações à fáscia superposta exige uma dissecção cortante. Após a
completa mobilização da parte longa do bíceps por tração na sua
extremidade proximal, o cirurgião deverá poder flexionar o cotovelo.
E, A parte longa do bíceps é puxada para a ferida cirúrgica superior. São
feitas duas fendas no tendão do peitoral maior mobilizado, através das
quais o tendão da parte longa é passado e, depois de ser feito um laço
sobre ele, é levado novamente para baixo para a ferida cirúrgica distal.
Com o cotovelo acentuadamente flexionado, a extremidade proximal do
tendão é suturada no seu próprio tendão de inserção através de uma
fenda na parte distal do mesmo. Também são inseridas suturas de seda
no nível do tendão do peitoral maior. As incisões são fechadas de forma
rotineira. Uma bandagem de Velpeau reforçada com gesso é aplicada
com o cotovelo acentuadamente flexionado.
Cuidados Pós-Operatórios
A imobilização com gesso é mantida por 3 semanas. No final desse período, são iniciados exercícios de flexão e extensão do cotovelo, primeiramente com gravidade eliminada e depois contra a gravidade. É usada uma tipoia para proteger o tendão transferido do alongamento. Deve-se ter cuidado para estender o cotovelo gradualmente para que seja mantida flexão ativa acima da posição de ângulo reto. A extensão do cotovelo é readquirida lentamente.
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John A. Herring
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