Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

John A. Herring · Capítulo 88 de 121

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Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

Procedimento 49: Ressecção em Cunha Dorsal para o Pé Cavo

P R O C E D I M E N

T O 4 9

Ressecção em Cunha Dorsal para o

Pé Cavo

 

A face dorsal dos ossos tarsais pode ser exposta por vários meios. Cole e Japas realizam uma única incisão dorsal longitudinal de aproximadamente 6 a 8 cm de comprimento na linha média do pé e centralizada sobre o arco transverso medial tarsal (articulação cuneonavicular). O tecido subcutâneo é dividido e os músculos extensores longos dos dedos são identificados e separados. O plano entre os tendões dos extensores longos do segundo e do terceiro dedo é desenvolvido, e o músculo extensor curto dos dedos é identificado, levantado e retraído lateralmente com o tendão do músculo fibular curto. O tendão do músculo tibial anterior e os tendões dos extensores longos do segundo dedo e do hálux são retraídos medialmente. O periósteo é cortado, levantado longitudinalmente, e retraído medial e lateralmente.15,35 Meary realiza duas incisões longitudinais, cada uma com aproximadamente 5 a 6 cm de comprimento, no dorso do pé. A incisão medial é paralela ao eixo longitudinal do segundo metatarso e fica centralizada sobre o osso cuneiforme intermédio. O tendão do extensor longo do hálux, os vasos dorsais do pé e o tendão do tibial anterior são identificados, liberados por dissecção e retraídos medialmente. A incisão lateral mede aproximadamente 3 cm de comprimento e fica centralizada sobre o osso cuboide. O músculo fibular curto é identificado e retraído lateralmente.

Nós utilizamos duas incisões longitudinais: uma dorsolateral e a outra

medial.

 

Técnicas Cirúrgicas

A e B, São realizadas duas incisões cutâneas longitudinais. A incisão

medial, com aproximadamente 5 cm de comprimento, é realizada sobre

a face medial dos ossos navicular e do primeiro cuneiforme no intervalo

entre os tendões dos músculos tibial anterior e tibial posterior. O tecido

subcutâneo é dividido. O tendão do tibial anterior é retraído

dorsalmente; o tendão do tibial posterior é descolado parcialmente da

tuberosidade do navicular e retraído na direção plantar para expor as

faces medial e dorsal dos ossos navicular e primeiro cuneiforme. A

incisão dorsolateral, de aproximadamente 4 cm de comprimento, fica

centralizada sobre o osso cuboide. O músculo extensor curto é

identificado, levantado e retraído distal e lateralmente com o tendão do

fibular curto. Os extensores longos dos dedos são retraídos

medialmente.

C, Em seguida, pela ferida medial, a cápsula e o periósteo dos ossos

navicular e primeiro cuneiforme são cortados e levantados. Os tecidos

moles são retraídos dorsalmente e em direção plantar com afastadores

elevadores de Chandler. A cápsula da articulação talonavicular não deve

ser perturbada. Se houver dúvida, o cirurgião deve obter radiografias

para identificar os ossos tarsais com certeza.

D e E, Com osteótomos, uma cunha de osso é excisada, incluindo a

articulação cuneonavicular. A base da cunha é dorsal e sua largura

depende da gravidade da deformidade em equino do antepé que será

corrigida. A osteotomia em cunha do cuboide é concluída pela incisão

dorsolateral.

F, O antepé é, então, manipulado para dorsiflexão. Se a fáscia plantar

estiver contraída, é realizada uma fasciotomia plantar. Nos casos graves,

os músculos plantares curtos também são seccionados. O primeiro osso

cuneiforme deve ser deslocado dorsalmente sobre o osso navicular. Dois

pinos de Steinmann são inseridos para transfixar a osteotomia tarsal. O

pino medial é inserido na diáfise do primeiro metatarso e dirigido

posteriormente através do primeiro cuneiforme, passando pelo local de

osteotomia, até o navicular e a cabeça do tálus. O pino lateral é inserido

posteriormente ao longo do eixo longitudinal do calcâneo e dirigido

através da articulação calcaneocuboidea até o cuboide e a base do

quinto metatarso. (Meary utiliza grampos para manter a posição da

osteotomia.) São obtidas radiografias para verificar a posição dos pinos

e a manutenção da correção da deformidade em equino do antepé. O

torniquete é liberado e uma hemostasia completa é obtida. As incisões