Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos
Procedimento 42: Instrumentação Anterior da Coluna Vertebral para a Escoliose Toracolombar ou Lombar
P R O C E D I M E N
T O 4 2
Instrumentação Anterior da
Coluna Vertebral para a Escoliose
Toracolombar ou Lombar
Técnicas Cirúrgicas Nesta prancha está descrita a abordagem toracoabdominal para a exposição da coluna vertebral torácica e lombar.
A, Posicionamento. Sob a orientação do cirurgião, o paciente é colocado
na posição de decúbito lateral (a convexidade da curva está para cima).
Um rolo é colocado sob a axila do braço pendente. O corpo é apoiado
com uma almofada inflável. A parte superior do braço é fletida e
ligeiramente abduzida. A mesa de cirurgia pode ser temporariamente
flexionada (no ápice da escoliose) para facilitar a excisão dos discos
intervertebrais.
Abordagem. Será necessário remover uma costela para expor a coluna
vertebral. Idealmente, a costela que é removida é aquela imediatamente cefálica ao corpo da vértebra superior que receberá instrumentação. Para instrumentação entre T11 e L3, a remoção da 10ª costela permite uma exposição adequada.
Incisão na pele. A incisão começa lateralmente ao processo espinhoso de
T10 (ou T9) e estende-se ao longo do curso da 10ª costela à articulação costocondral e depois transversalmente da parte superior do abdome até a borda lateral do reto abdominal. Aqui, gira-se distalmente para a sínfise púbica e termina no nível do umbigo.
B, A 10ª costela é liberada subperiostealmente, dividida em sua
articulação costocondral, e removida. Isto cria uma abertura maior de
trabalho e fornece uma fonte de enxerto de osso autógeno.
C, Uma vez que a cartilagem costal da 10ª costela é dividida, o espaço
retroperitoneal é identificado e acessado.
D, Por meio de uma dissecção romba, o cirurgião separa o peritônio da
superfície inferior do diafragma. Uma vez liberada, as vísceras
repousam de forma segura longe dos corpos vertebrais. Suturas de
reparo são colocadas em ambos os lados da linha de divisão planejada
do diafragma, que se situa a 1,5 cm da sua periferia. A colocação de
várias destas suturas facilita o fechamento correto do diafragma
posteriormente.
E, O diafragma é seccionado de suas fixações costais.
F, Em seguida, a pleura parietal é incisada ao longo dos corpos vertebrais
torácicos que serão incluídos na fusão.
G, Na região lombar, o músculo psoas é gentilmente destacado dos corpos
vertebrais e discos intervertebrais e recolhido posteriormente. Os vasos
segmentais são ligados no meio de cada corpo vertebral incluído na
fusão. A artéria aorta e a veia cava são protegidas com afastadores, e o
ligamento longitudinal anterior é parcialmente retirado com um bisturi
frio. Cada disco dentro dos níveis selecionados para a fusão é removido
com vários fórceps e curetas.
H, Com uma cureta ou osteótomo afiado e martelo, o cirurgião remove as
placas terminais cartilaginosas vertebrais e os pedaços de disco retidos.
Para a correção da cifose, a maior parte do tecido ligamentoso anelar
inferior ao ligamento longitudinal posterior é removida. Para a
escoliose, no entanto, as fibras anelares exteriores não precisam ser
totalmente removidas. Os espaços dos discos são, então,
temporariamente preenchidos com Gelfoam para minimizar o
sangramento. Se a mesa de cirurgia foi flexionada para facilitar a
excisão dos discos intervertebrais, ela deve ser colocada de volta na
horizontal neste momento.
I, Após a excisão completa do disco, os parafusos duplos são colocados
por meio de alguma orientação com um grampo de duas cabeças. A
retração do conteúdo abdominal é vista na parte superior da fotografia.
J, A barra curva posterior foi colocada e uma manobra de rotação da barra
foi realizada para corrigir a escoliose e melhorar a lordose lombar.
K, Após a rotação da barra, um suporte estrutural anterior é colocado para
manter a lordose lombar, para auxiliar na correção da deformidade no
plano coronal, e para aumentar a rigidez da construção.
L, A construção final após a barra anterior ter sido colocada.
M, Radiografia pré-operatória e radiografia 2 anos após a fusão anterior da
coluna vertebral e instrumentação com um sistema de barra dupla e
enxerto ósseo anterior autólogo da costela.
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