Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

John A. Herring · Capítulo 6 de 121

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Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

Procedimento 1: Redução Fechada e Imobilização para a Displasia do Quadril

P R O C E D I M E N

T O 1

Redução Fechada e Imobilização

para a Displasia do Quadril

 

A, O primeiro passo deste procedimento —a avaliação da redução do

quadril— é provavelmente o mais importante. Com a criança

completamente anestesiada, o cirurgião delicadamente realiza a

manobra de Ortolani segurando a coxa da criança, aplicando uma tração

longitudinal leve, levantando o trocânter maior com os dedos, e

abduzindo o quadril para reduzir a cabeça femoral. A redução deve ser

feita com o quadril flexionado a aproximadamente 120 graus. Depois da

redução do quadril do paciente, o cirurgião avalia a sua estabilidade

estendendo o quadril até o ponto de redeslocamento e, em seguida,

aduzindo o quadril até o ponto de redeslocamento. A redução é

considerada estável se o quadril pode ser aduzido de 20 a 30 graus a

partir da abdução máxima e estendido a menos de 90 graus sem

redeslocamento. Um artrograma pode ser obtido neste momento para

avaliar a adequação da redução. Se os adutores estiverem tensos na

palpação com o quadril na posição reduzida, pode ser realizada uma

tenotomia do adutor longo para reduzir a pressão sobre o quadril.

B, Após a redução ser estabelecida, o paciente é colocado sobre a mesa

própria para confecção de gesso pelvipodálico em crianças. A cabeceira

da mesa é levantada para ajudar a manter o períneo contra o poste

central. Neste ponto, o cirurgião deve ter certeza da redução do quadril.

Ele ou ela deve segurar os quadris para manter a redução enquanto evita

os extremos de abdução e rotação interna.

C, Uma toalha enrolada ou uma gaze é colocada sobre o abdome da

criança e é posteriormente removida para fornecer espaço para a

respiração no gesso pelvipodálico.

D, O preenchimento de molde é aplicado em torno do abdome em um

padrão em forma de oito em torno da virilha e, em seguida, para baixo

das pernas. A primeira tala de imobilização é normalmente aplicada no

meio da panturrilha da extremidade afetada e acima do joelho na perna

contralateral. Se disponível, uma camada de material de controle de

umidade (p. ex., de Gore-Tex) pode ser colocada contra a pele para se

evitar a umidade. O gesso (geralmente fibra de vidro) é então enrolado

sobre as áreas a serem envolvidas. Durante todo o procedimento, o

cirurgião deve avaliar continuamente a posição do quadril do bebê,

aprisionando os quadris ao máximo e, em seguida, “recuando” por pelo

menos 15 graus para evitar a flacidez do quadril na abdução completa.

E, A criança é retirada da mesa, e a tala de imobilização é recortada para o

acesso perineal. Neste ponto, são obtidas radiografias para se assegurar

da redução. Se subsistirem dúvidas quanto à redução, uma tomografia

computadorizada de corte mínimo é útil para confirmar a posição do

quadril.

F, Vista lateral do gesso pelvipodálico finalizado.

 

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