Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

John A. Herring · Capítulo 5 de 121

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Tachdjian Procedimentos Ortopédicos Pediátricos

Introdução

 

A intervenção cirúrgica é muitas vezes necessária para a displasia do quadril. Para aquelas que não são descobertas no período neonatal e para aquelas que não conseguem tratamento precoce com talas, a cirurgia é geralmente necessária. Em crianças com menos de 6 meses de idade, nós preferimos realizar a redução fechada, mesmo com a possível necessidade de redução aberta. A redução fechada suave é realizada sob anestesia geral e, se estável, é confirmada com um artrograma. Quando a redução fechada falhar, é necessária uma redução aberta. A abordagem medial é a melhor para as crianças antes do 1° ano de idade, e posteriormente indica-se uma redução aberta anterior. A abordagem medial é feita por meio de uma pequena incisão através da qual a visualização pode ser difícil, sendo necessário um grande cuidado para se evitar a necrose avascular. As crianças de pouca idade podem exigir um encurtamento femoral para reduzir com segurança o quadril, e as crianças com mais de 18 meses também podem se beneficiar de uma osteotomia de Salter ou de Pemberton. Nós não achamos que os procedimentos de derrotação femoral são benéficos na maioria dos casos.

Na realização de uma osteotomia em varo, nós descobrimos que,

geralmente, uma quantidade moderada de varo (10 a 15 graus) é tudo o que se precisa. O eixo femoral deve ser medialmente deslocado com uma osteotomia em varo e lateralmente deslocado com um procedimento em valgo.

No deslocamento epifisário do fêmur proximal, um parafuso totalmente

rosqueado, posicionado centralmente para evitar a penetração na articulação, proporciona uma excelente estabilização do deslizamento. O tratamento do deslizamento instável é controverso. A fixação in situ proporciona uma menor taxa de necrose avascular do que os métodos de redução e pode necessitar de subsequente osteotomia de correção. A redução aberta requer muito cuidado na preservação da vasculatura retinacular, e o sucesso depende da experiência e do treinamento avançado do cirurgião.

As osteotomias para a displasia acetabular são a de Salter e a de

Pemberton para as crianças menores, as osteotomias pélvicas triplas para o grupo que vai do final da infância até o início da adolescência, e a cirurgia periacetabular para os adolescentes quase maduros. Os últimos procedimentos também são complexos e exigem que o cirurgião tenha uma formação avançada.

 

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