Free: grátis. O futuro dos preços
Economia de brindes
Mas para os produtos digitais, a razão entre o grátis e o pago é invertida. Um site on-line típico segue a Regra dos 5% – 5% dos usuários sustentam todo o resto. No modelo freemium, isso significa que, para cada usuário que paga pela versão premium do site, outros 19 usam a versão básica gratuita. A razão pela qual isso funciona é que o custo de atender 19 clientes se aproxima o suficiente de zero para ser considerado nulo.
GRÁTIS 4: MERCADOS NÃO MONETÁRIOS
O QUE É GRÁTIS: Qualquer coisa que as pessoas escolhem dar sem expectativa de pagamento. GRÁTIS PARA QUEM: Todo mundo.
Isso pode assumir várias formas:
Economia de brindes
Dos 12 milhões de artigos da Wikipedia aos milhões de objetos gratuitos de segunda mão oferecidos no Freecycle (veja o quadro da página 190), estamos descobrindo que o dinheiro não é o único motivador. O altruísmo sempre existiu, mas a Web proporciona uma plataforma na qual as ações das pessoas possam ter impacto global. Em certo sentido, a distribuição de custo zero transformou o compartilhamento em uma indústria. Do ponto de vista da economia monetária, tudo isso parece ser de graça – com efeito, a percepção é de uma concorrência injusta – mas isso diz mais sobre nossas maneiras míopes de medir o valor do que sobre o valor do que é criado.
Os incentivos para compartilhar podem variar de reputação e atenção a fatores menos mensuráveis, como expressão, diversão, bom carma, satisfação e interesse próprio (doar as coisas pelo Freecycle ou Craigslist para se livrar do trabalho de levá-las para o depósito de lixo). Algumas vezes, a doação é não intencional, ou passiva. Você dá, querendo ou não, informações ao Google quando tem um site público e dá latas de alumínio ao sujeito sem-teto que as coleta na lata de lixo, mesmo que não seja o que você pretendia fazer.