Free: grátis. O futuro dos preços
13. O Grátis só é bom se outra pessoa estiver pagando por ele.
Isso, por sua vez, chamou a atenção da HarperCollins. A editora decidiu dar um novo livro de Coelho a cada mês no próprio site (embora apenas por um mês cada e em um formato mais ou menos restrito, que não permitia a impressão).
“Acredito que, quando um leitor tem a possibilidade de ler alguns capítulos, ele sempre pode decidir comprar o livro depois”, Coelho disse em uma entrevista. “O principal objetivo de um escritor é ser lido. O dinheiro vem depois.”
Até autores menos conhecidos podem utilizar o Grátis com eficácia. Matt Mason, autor de The Pirate’s Dilemma, utilizou um modelo do tipo “pague o quanto quiser” (com zero sendo uma opção) para e-books. Ao passar pelo caixa, o preço default é de $5 via PayPal. Das aproximadamente oito mil pessoas que fizeram o download do livro, cerca de 6% pagaram, com um preço médio de $4,20. Isso totaliza apenas alguns milhares de dólares em faturamento direto, mas ele estima que a atenção que obteve com a manobra lhe rendeu mais $50 mil em honorários para palestras.
Em comparação com esses exemplos, uma caixa de doação ao lado do PDF grátis de um livro de 7 anos é uma piada (desculpe, Poole!). Do meu ponto de vista, parece bizarro que Poole não se tenha deleitado ao encontrar 32 mil novos leitores para um livro no fim da vida. Se, nesse ponto, ele não conseguir transformar esse público maior em algum tipo de fluxo de receita direta, seja dando palestras, aulas, escrevendo outros livros, prestando serviços do consultoria ou apenas gerando mais tráfego para seu blog, ele não é tão esperto quanto acha que é.
O Grátis não é uma pílula mágica. Dar o que você faz não o tornará rico. Você precisa pensar com criatividade em como converter a reputação e a atenção que pode obter com o Grátis em dinheiro. Cada pessoa e cada projeto requerem uma resposta diferente a esse desafio e, algumas vezes, o Grátis apenas, não funcionará. Como todo o resto na vida – o único mistério é por que as pessoas culpam o Grátis pela própria imaginação pobre e a intolerância ao possível fracasso.
13. O Grátis só é bom se outra pessoa estiver pagando por ele.
Não queremos desperdiçar nosso tempo com um produto ou serviço que não vale nada. Queremos coisas de valor e
não queremos desperdiçar muito tempo tentando decidir se o que está sendo oferecido é algo que usaríamos ou
consumiríamos. O modo mais fácil de decidir isso? Ver se alguém está usando e pagando por isso.
– Mark Cuban, bilionário empreendedor do setor da tecnologia e proprietário do Dallas Mavericks
Cuban tem um bom argumento: muitas vezes, de fato, aplicamos um senso relativo de valor às coisas grátis, dependendo do quanto achamos que elas valem no mercado. Da mesma forma que uma liquidação “50% de desconto” pode induzi-lo a comprar algo que, na verdade, não quer porque não consegue resistir à economia, obter algo de graça quando os outros estão pagando pode fazer o item parecer mais atrativo – como colocar óculos da “cor do grátis”.