Free: grátis. O futuro dos preços
5. O Grátis significa mais anúncios – e isso significa menos privacidade.
Basta dar uma olhada no “mercado de aplicativos” do iPhone (todos os programas que você pode baixar do iTunes para seu telefone) para ver centenas de outras pequenas empresas (muitas delas compostas de um único programador) ganhando uma pequena renda com a venda de software em um mercado no qual outros estão dando aplicativos de graça. Não há necessidade de propaganda – é uma venda direta, de todo o software ou da versão avançada de uma versão básica grátis. O mesmo se aplica a milhares de empresas que distribuem on-line aplicativos voltados a um público selecionado, que, em geral, podem ser testados de graça. Não há novidade alguma nisso – o mercado de shareware existe há décadas –, mas, à medida que esse software passa a ser baseado na Web, fica cada vez mais fácil fazer isso.
A segunda objeção à afirmação de que o Grátis on-line não passa de outra forma de propaganda é que isso implica que o Grátis deve ser limitado: sem dúvida, a “torta da propaganda” tem um tamanho limitado. Embora isso possa ser verdade, não fica claro onde estão os limites e o quão maior pode ser o mercado de propaganda no ambiente on-line. O Google demonstrou que anúncios on-line podem ser diferentes o suficiente – mensuráveis, direcionados, pagos só pelo desempenho – para atrair uma classe totalmente nova de anunciantes: empresas de pequeno e médio porte comprando palavras-chave por centavos por clique. O Google não só está abocanhando um pedaço maior da torta da propaganda, ele também está tornando a torta maior.
5. O Grátis significa mais anúncios – e isso significa menos privacidade.
Perguntei a muitas pessoas que conheço e que vivem pelo Facebook o quanto elas pagariam pelo serviço e todas
responderam zero. Então, o Facebook se torna um escravo da propaganda, vendendo as informações dos usuários
por cada centavo que puder obter. Não é totalmente irreal pensar que, se as pessoas pagassem por mais serviços, suas
informações pessoais não seriam divulgadas tão abertamente.
– Paul Ellis, pseudosavant.com
Essa é uma objeção comum em relação à propaganda em geral. As pessoas costumam presumir que qualquer site com propaganda deve estar rastreando o comportamento do usuário e vendendo essa informação aos anunciantes. Esse argumento alimenta a premissa de que, como grande parte do Grátis é paga pela propaganda, ele é uma força corrosiva, espalhando truques de marketing por onde for.
Na verdade, o exemplo hipotético do Facebook ainda é mais uma exceção do que a regra. A maioria dos sites pagos pela propaganda tem políticas de privacidade que proíbem repassar as informações aos anunciantes (e a maioria dos anunciantes não saberia o que fazer com essas informações mesmo que as recebessem).
Ellis argumenta que pagar diretamente pelos serviços, em vez de ter anunciantes pagando por você, significa que os sites tenderão mais a proteger sua privacidade – isto é, eles trabalham para você, não para os anunciantes. Embora possa ser verdade, não é necessariamente o que acontece.