Free: grátis. O futuro dos preços
O Triunfo do Modelo da Mídia
É por isso que o modelo pago pela propaganda se estendeu muito além da mídia on-line. É uma questão de onde o dinheiro está. Fred Wilson, venture capitalist de Nova York, acredita que “a maioria das aplicações da Web será monetizada com algum tipo de modelo de mídia. Não pense em anúncios em banners quando eu digo isso. Pense em todas as várias formas como um público que está prestando atenção a seu serviço pode ser pago por empresas e pessoas que querem um pouco dessa atenção”.
Você pode ver a Web como a extensão do modelo de negócios da mídia a uma variedade ilimitada de outras indústrias. O Google não é uma empresa de mídia em qualquer definição tradicional da palavra, mas ganha seus milhões com o modelo de negócios da mídia. E o mesmo se aplica ao Facebook, ao MySpace e ao Digg. Todos são empresas de software em sua essência. Algumas organizam o conteúdo das pessoas, outras proporcionam um lugar para as pessoas criarem o próprio conteúdo. Mas elas não criam ou distribuem conteúdo como uma empresa tradicional de mídia.
Mas quando as pessoas pensam em “modelo de negócios da mídia”, normalmente só pensam em propaganda. A propaganda constitui uma grande parte, é claro, mas, como nós, no negócio da mídia, sabemos, a ideia vai muito mais longe do que isso.
Para começar, a extensão da propaganda ao ambiente on-line criou várias novas formas de anúncios além do modelo tradicional de “impressões”, que precifica o pagamento por milhares de espectadores ou ouvintes, conhecido como “custo por mil” (CPM). As variantes on-line incluem “custo por clique” (CPC), que o Google utiliza, e “custo por transação” (CPT), no qual os anunciantes só pagam quando a pessoa se torna um cliente pagante, como o programa Associates, da Amazon.
Também temos a “identificação de clientes potenciais”, em que os anunciantes pagam pelos nomes e endereços de e-mail de pessoas que foram atraídas ao conteúdo grátis ou pelas informações sobre esses consumidores. Os anunciantes podem patrocinar todo um site ou departamento por um valor fixo, não determinado pelo tráfego. Eles podem pagar para serem incluídos em resultados de buscas, um serviço que o Google e outros oferecem. Ou podem se voltar ao bom e velho merchandising de produtos e pagar para incluir sua marca ou produtos em um vídeo ou jogo.
Acrescente versões em texto, vídeo, animação, áudio e mundo virtual (videogame) de tudo isso e é possível ver o quanto o mundo da propaganda mudou quando passou para o ambiente on-line. Vinte anos atrás, a propaganda podia ser dividida em cinco grandes categorias: mídia impressa (anúncios e classificados), televisão, rádio, outdoors e brochuras (panfletos, folhetos etc.) Hoje em dia, existem pelo menos 50 modelos diferentes on-line e cada um deles evolui a cada dia. É estonteante – e empolgante – testemunhar uma indústria se reinventar diante de um novo meio.