Free: grátis. O futuro dos preços
Dedicatória
Para Anne
AGRADECIMENTOS
NO PERÍODO DE UM ANO E MEIO em que eu estava escrevendo este livro, tivemos um filho (o quinto), sofri de uma doença desconhecida que foi diagnosticada como borreliose de Lyme (que é tão desagradável quanto parece) e, depois, um ano mais tarde, o diagnóstico foi desconsiderado, viajei mais de 400 mil quilômetros para dar palestras, continuei administrando a Wired e abri, estupidamente, mais uma empresa. Isso é bastante – demais. Os créditos por possibilitar tudo isso se devem inteiramente à minha esposa, Anne, que não apenas atuou como uma mãe solteira durante grande parte do ano, como o fez com incrível elegância e força estoica.
Anne não apenas assumiu os desafios de uma grande família e marido itinerante, como também, quando eu estava em casa, foi a maior defensora do livro. Era ela quem me empurrava para fora de casa nas manhãs de sábado para ir escrever na cafeteria, que lia as páginas tarde da noite e que acordava com o bebê para que eu pudesse dormir depois de ficar até tarde da noite digitando. O fato de ter sido ao mesmo tempo fácil e divertido escrever este livro se deve totalmente à generosidade dela, por ter assumido tantos encargos. De toda sorte que já tive na vida, nada se compara a ter conhecido Anne.
A outra grande dívida de gratidão vai para minha equipe da Wired, que cresceu com brilhantismo enquanto eu me tornava uma presença cada vez mais distante enviando confusas frases fragmentadas pelo iPhone e com metade do que eu dizia se perdendo em meio ao ruído do viva voz. O fato de termos mais um ano premiado se deve, na maior parte, a Bob Cohn, Thomas Goetz, Scott Dadich e Jake Young, que formam a melhor equipe com a qual já tive o privilégio de trabalhar.
Este livro também foi fruto de colaboração e tive a incrível sorte de encontrar não apenas um editor de primeira qualidade, mas dois. Will Schwalbe no lado americano e Nigel Wilcockson no lado britânico fizeram muito mais do que revisar o texto. Eles se reuniam por telefone para conduzir longas sessões de brainstorm e me proporcionaram o tipo de orientação sábia e incentivo que só um verdadeiro defensor de um projeto é capaz de proporcionar. Eles foram ao mesmo tempo técnicos e líderes de torcida – apesar da horrenda metáfora esportiva. De qualquer forma, eles fizeram com que este livro fosse muito, muito melhor e não há melhor elogio para um editor do que este.
Também tive a sorte de mais uma vez poder contar com a ajuda de Steven Leckart para arredondar o texto. Em meu último livro, gravamos os capítulos e usamos as transcrições editadas como ponto de partida. Dessa vez, talvez por ser meu segundo livro e eu ter uma ideia melhor de como fazer, ou tal-vez por ter a estrutura do livro mais clara em minha cabeça, passamos a maior parte do tempo com ajustes finos na organização. Steven também pesquisou e esboçou a maioria dos quadros. Também tive a ajuda de Ben Schwartz, que surgiu como um garoto de 15 anos interessado pela Cauda Longa em meu último livro e agora é um calouro na faculdade, com grande apetite por ficção científica. Ele leu uma montanha de livros de ficção científica e resumiu seus pontos de vista sobre a abundância (“economia da pós-escassez”) para mim com uma sabedoria analítica que supera em muito sua idade.
Mais uma vez, sou grato a Scott Dadich, o diretor de criação da Wired, responsável pelo design da capa da edição americana em brochura de A cauda longa e a versão da capa de revista para Free, e a Carl DeTorres, responsável pela elegância e estilo do design dos gráficos e quadros da edição americana deste livro, da mesma forma que fez com a edição americana de A cauda longa.
Meu agente, John Brockman, foi incansável defensor, tudo que se esperaria de um excelente agente. As equipes de vendas e publicidade da Hyperion e da Random House UK responderam ao desafio do Free com eventos inovadores, modelos econômicos criativos e entusiasmo sem-fim, que é muito mais impressionante quando se pensa em como o setor editorial vê o Grátis com temor e suspeita. E minha própria equipe de publicidade na Wired, liderada por Alexandra Constantinople e Maya Draisin, descobriu inúmeras formas de espalhar a notícia, de entrevistas a encontros.
Intelectualmente, sou grato a duas pessoas: Kevin Kelly, cujo livro Novas regras para uma nova economia constituiu as bases para grande parte do que penso sobre o Grátis, e Mike Masnick, da Techdirt, cujo trabalho diário de investigação, divulgação e defesa do Grátis ao mesmo tempo informou e inspirou este livro. George Gilder, um dos primeiros a analisar a economia dos semicondutores e o significado mais profundo da Lei de Moore, ainda é uma grande influência para mim. E Hal Varian, o Chief Economist do Google, me ensinou mais, ao me conceder seu precioso tempo com seus textos visionários, do que qualquer um de meus professores da faculdade.
Por fim, agradeço às centenas de pessoas que me escreveram com comentários sobre meus textos com exemplos de Grátis, contando histórias de como elas o utilizaram e com reflexões sobre os modelos econômicos em torno do conceito. Elas me inspiram, me mantêm honesto e influenciaram cada frase deste livro. Esta última década tem sido um experimento coletivo que esboça o futuro de um preço radical. Na verdade, são inúmeros os pioneiros cujas lições tentei descrever aqui e que merecem meus maiores agradecimentos.