Um Curso de Cálculo, Volume 2

Hamilton Luiz Guidorizzi · Capítulo 16 de 108

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Um Curso de Cálculo, Volume 2

3.3 Integrais Impróprias: Continuação

O objetivo deste parágrafo é estender o conceito de integral para função definida e não limitada num intervalo de extremos a e b, com a e b reais.

De nição 1. Seja f não limitada em ]a, b] e integrável em [t, b] para todo t em ]a, b[. De nimos

 

desde que o limite exista e seja nito. O número denomina-se integral imprópria de f em

[a, b]. Se o limite for +∞ ou –∞, continuaremos a nos referir a como uma integral

imprópria e escreveremos conforme o caso. Se

ocorrer um destes casos ou se o limite não existir, diremos que a integral imprópria é divergente. Se o

limite for nito, diremos que a integral imprópria é convergente.

 

Já observamos que uma condição necessária para uma função f admitir

integral de Riemann num intervalo [a, b] é que f seja limitada em [a, b]. Deste modo, se f não for limitada em [a, b], f não poderá admitir, neste intervalo, integral de Riemann; entretanto, poderá admitir integral imprópria.

 

Exemplo

 

Calcule

 

Solução

é não limitada em ]0, 1] e integrável (segundo Riemann) em

[t, 1] para 0 < t < 1; de acordo com a definição anterior,

 

ou seja,

Exercícios 3.3

 

 

1. Calcule

 

2. Suponha f não limitada em [a, b[ e integrável em [a, t] para a < t

< b. Defina

3. Calcule

 

4. Suponha f não limitada e contínua nos intervalos [a, c[ e ]c, b].

Defina

 

5. Calcule