Um Curso de Cálculo, Volume 2
15.5 Polinômio de Taylor de Ordem 2
em que P (x, y) é o polinômio de Taylor de ordem 1 de f em volta 1
de (x 0 , y 0 ).
9. Considere o polinômio P(x,y) = a(x–x ) + b(y–y )+c, com a, b, c, 0 0
x e y constantes. Suponha que exista M > 0 tal que, para todo 0 0
(x, y),
Prove que 2 P ( x , y ) = 0 em ℝ .
10. 2 2 Seja f ( x , y ) de classe C no aberto A ⊂ ℝ e seja (x , y ) um
0 0
ponto de A. Seja o polinômio P(x,y) = a(x–x ) + b(y–y )+c, com 0 0 a, b e c constantes. Suponha que existam M > 0 e uma bola aberta B de centro (x , y ), com B ⊂ A, tal que, para todo (x, y) em B, 0 0
Prove que P é o polinômio de Taylor de ordem 1 de f em volta de (x 0 , y 0 ).
15.5 Polinômio de Taylor de Ordem 2
Suponhamos 3 2 f ( x , y ) de classe C no aberto A ⊂ ℝ . Sejam (x , y ) , (x + h,
0 0 0
y + k) e g (t) = f (x + ht, y + kt) como na seção anterior. Pela fórmula de 0 0 0
Taylor, com resto de Lagrange, para funções de uma variável segue que para algum t em ]0, 1[.
Vimos no parágrafo anterior que
e
em que x = x + ht e y = y + ht. Deixamos a seu cargo verificar que 0 0
em que x = x + ht e y = y + ht. Temos: 0 0
para algum (x,y) interno ao segmento de extremidades (x , y ) e (x + h, y + 0 0 0 0 k).
Demonstramos assim o seguinte
Teorema. 3 2 Seja f ( x , y ) de classe C no aberto A ⊂ ℝ e sejam (x ∈ , y ) A e (h, k) ≠ (0, 0) tais
0 0
que o segmento de extremidades (x , y ) e (x + h, y + k) esteja contido em A. 0 0 0 0
Nestas condições,
para algum (x,y) interno ao segmento de extremidades (x , y ) e (x + h, y + k). 0 0 0 0
O polinômio
denomina-se polinômio de Taylor de ordem 2 de f em volta de (x , y ). 0 0
Fazendo x = x + h e y = y + k no teorema acima, resulta: 0 0
em que
para algum (x,y) interno ao segmento de extremidades (x , y ) e (x, y). 0 0
Exercícios 15.5
1. Determine o polinômio de Taylor de ordem 2 da função dada, em
volta do ponto (x , y ) dado. 0 0
a) f(x,y) = x sen y e (x , y ) = (0, 0). 0 0
b f 3 2 3 ( x,y ) = x + 2 x y + 3 y + x – y e (x , y ) = (1, )
0 0
1).
2. 3 2 3 Expresse o polinômio f ( x,y ) = x + 2 x y + 3 y + x – y como
soma de termos do tipo p q a ( x – 1) ( y – 1) .
3. Seja P (x, y) o polinômio de Taylor de ordem 2 de f(x,y) = x sen y 2
em volta de (0, 0). Mostre que
para todo (x, y), com | x | < 1.
4. 3 2 Seja f ( x , y ) de classe C no aberto A ⊂ ℝ e seja (x , y ) um
0 0
ponto de 3 A (lembre-se de que f de classe C em A significa que todas as derivadas parciais de ordem 3 são contínuas em A). Prove que existem uma bola aberta B de centro (x , y ) , com B 0 0 ∈ A, e um número M > 0 tais que, para todo (x, y) ∈ B,
em que P (x, y) é o polinômio de Taylor de ordem 2 de f em volta de (x , y ). 2 0 0 Conclua que em que E(x,y) = f(x,y)–P (x, y); isto é, o erro E(x, y) tende a zero mais 2