Um Curso de Cálculo, Volume 2
B.9 Utilizando o Aplicativo Fit Data para Ajuste de Curva pelo Método dos Mínimos Quadrados. As Funções Predx e Predy
MATR ENTER
ou, simplesmente, pressione MATR no menu personalizado. Gostou?
B.9 Utilizando o Aplicativo Fit Data para Ajuste de
Curva pelo Método dos Mínimos Quadrados. As Funções Predx e Predy
Para entrar no aplicativo FIT DATA, pressione STAT (função verde da tecla 5); na caixa que se abre, escolha a 3 a opção, que é Fit data... e pressione ENTER. Nesse aplicativo, você poderá, pelo método dos mínimos quadrados, ajustar aos pontos
(x , y ), (x , y ), ..., (x , y ) 1 1 2 2 n n
uma reta, mx ŷ = mx + q , uma exponencial, ŷ = qe , uma logarítmica, ŷ = q + m m ln x , ou uma potência, ŷ = q x .
Digamos que o diagrama de dispersão dos pontos tenha o jeito do
gráfico de uma função exponencial, então, em vez de ajustarmos uma reta, ajustaremos uma exponencial da forma mx ŷ = qe . Aplicando ln aos dois membros de mx ŷ = qe , obtemos ln ŷ = ln q + mx. Fazendo, então, Ŷ = ln y e Q = ln q, teremos a reta Ŷ = Q + mx. O que a calculadora faz, sem a gente ver, é exatamente o seguinte: ajusta, pelo método dos mínimos quadrados, uma reta Ŷ = Q + mx aos pontos
(x , ln x ), (x , ln x ), ..., (x , ln x ) 1 1 2 2 n n
calcula o coeficiente de correlação desses pontos e toma Q q = e . O
raciocínio para os outros tipos de ajuste é análogo.
Você pode, também, solicitar à calculadora que ela retorne, entre as
quatro curvas acima, à que melhor se ajusta (Best fit) aos pontos. Nesse caso, ela retornará a curva cujo 2 R estiver mais próximo de 1. (Lembre-se de que 2 R é o quadrado do coeficiente de correlação.)
Para escolher qual o tipo de ajuste que você quer, leve a barra de
destaque para o campo de MODEL e, pressionando a tecla +/−, escolha a sua opção.
É no campo da variável ΣDAT que devemos entrar com a matriz dos
pontos dados. Para entrar com a matriz, leve a barra de destaque para o campo da variável ΣDAT e pressione EDIT no menu do aplicativo (tecla branca da letra A) para abrir o “escrevedor de matrizes”; digitada a matriz, pressione ENTER para mandá-la para o campo da variável ΣDAT.
Tendo entrado com a matriz e escolhido o tipo de ajuste, pressione OK
(no menu do aplicativo, tecla branca da letra F) ou simplesmente pressione ENTER. Automaticamente, volta-se para o ambiente HOME, e na pilha, no nível 3, estará a curva ajustada, no nível 2 a correlação, e no nível 1, a covariância. Para ler os dados que aparecem nos vários níveis, pressione a tecla que move o cursor para cima ( ) e leve o triângulo preto que aparece na frente do nível 1 da pilha para o nível que você deseja ler; em seguida, pressione EDIT (função roxa da tecla +/–). Após ter lido todos os dados, pressione ON para retirar do visor o tal triângulo preto.
Digamos que você queira ver o diagrama de dispersão e o gráfico da
curva ajustada. Para isso digite:
↰ (shift roxo) 5
No menu que se abre, pressione PLOT (tecla branca da letra D) e, no novo menu, pressione SCATR (tecla branca da letra C). No visor aparecerá o diagrama de dispersão. Para fazer aparecer o gráfico da curva ajustada, pressione STATL (tecla branca da letra D). (Observação: SCATR = SCATTER = DISPERSÃO; PLOT = PLOTAR = ESBOÇAR.) Pressionando-se ON, volta-se para HOME.
Suponhamos, agora, que você queira, na curva estimada, determinar ŷ
para um dado valor de x. Para isso digite:
↰ (shift roxo) 5 FIT (no menu).
Agora, entre com o valor de x e pressione PREDY. Se você quiser o valor de x para um dado valor de y, entre com o valor de y e pressione PREDX.
Para finalizar a seção, vamos mostrar um outro modo de entrar com a
matriz no campo de ΣDAT. Então, para entrar com a matriz dos pontos (x , i y ), i = 1, 2, ..., n, no campo da variável ΣDAT, proceda da seguinte i
maneira: estando em HOME, entre com a matriz utilizando a variável MATR. Em seguida, digite
′ ΣDAT ′ STO
Desse modo, armazenamos a matriz na variável ΣDAT, e, então, ela estará no campo da variável ΣDAT quando entrarmos no aplicativo FIT DATA. ATENÇÃO: Se a variável ΣDAT estiver no menu de VAR, não será necessário digitar ΣDAT: basta entrar com os dois tracinhos e pressionar ΣDAT no menu das variáveis. (ATENÇÃO: Para digitar ΣDAT, pressione Σ (função verde da tecla TAN), apague os parênteses que aparecem na frente de Σ e digite, sem espaço e com letras maiúsculas, DAT.)
B.10 Ajuste Linear com Duas ou Mais Variáveis
Independentes. Ajuste Polinomial
Exemplo 1
Ajuste, pelo método dos mínimos quadrados, uma função linear =
ax + by + c aos dados da tabela
x y z
1 3 2
4 5 8
3 2 4
5 3 6
7 2 8
Solução
O sistema linear associado ao problema é
Aqui
Procedendo como na Seção A2.7, obtêm-se:
que é a única solução LSQ do sistema. Conclusão:
é a função linear que melhor se ajusta aos dados da tabela pelo
método dos mínimos quadrados.
Observação. O sistema auxiliar SA associado ao sistema S anterior é:
em que
A título de exercício, veri que que a solução do sistema SA é de fato ATENÇÃO. Para calcular os produtos escalares utilize a
função DOT, e, para acessá-la, digite: MTH VECTR (no menu). Por exemplo, para calcular entre com com e pressione DOT.
Exemplo 2
Ajuste, pelo método dos mínimos quadrados, a função polinomial de grau dois, 2 ŷ = ax + bx + c aos dados da tabela
x 1 3 4 7 8 10
y 8 2 5 10 16 25
Solução
O sistema linear associado ao problema é
que admite a única solução, aproximada, LSQ
a = 0,50933, b = –3,53305 e c = 10,143511.
Conclusão: 2 ŷ = 0,50933 x – 3,53305 x + 10,143511 é a função polinomial de grau dois que melhor se ajusta aos dados da tabela.
B.11 A Função RSD. Distância de Ponto a Plano.
Distância de Ponto a Reta
A função RSD (RSD = RESÍDUO) é uma outra importante função da HP-48G. Para acessá-la, digite:
MTH MATR (no menu) NXT
O que faz a função RSD? Consideremos o sistema
e seja (x , x , ..., x ) uma solução LSQ de S. Pois bem, a função RSD, 10 20 p 0
quando ativada, irá nos fornecer o vetor
que em notação matricial se escreve:
Se E = E = ... = E = 0, então (x , x , ..., x ) será uma solução no 1 2 n 10 20 p 0 sentido habitual. O comprimento ||E|| do vetor E é exatamente a distância do ponto P ao ponto B, em que
Na HP-48G, a função que calcula o comprimento de um vetor é a função ABS
(ABS = ABSOLUTO):
Para acessar a função ABS, digite: MTH REAL (no menu) NXT
O problema agora é como proceder para calcular E.
Cálculo do vetor E e de ABS (E)
Sejam A a matriz dos coe cientes das variáveis e B a matriz dos termos independentes.
Armazene na variável X a solução encontrada. Agora, entre com as matrizes
B A X (nessa ordem)
Para calcular E, digite:
RSD ENTER
ou
pressione RSD no menu
ou ainda
× – (vezes menos)
Para calcular o comprimento de E digite:
ABS ENTER
ou
pressione ABS no menu.
Exemplo Considere o sistema
a) O sistema admite solução no sentido habitual? Discuta o sistema
com relação ao número de soluções.
b) Resolva o sistema.
c) Dos pontos (x + 2y, 2x – y, x + y, x – y), x e y reais, qual está mais
próximo de (4, 5, 4, 2)?
d) Qual a menor distância do ponto (4, 5, 4, 2) aos pontos (x + 2y, 2x
– y, x + y, x – y), x e y reais?
e) Faça “manualmente” o escalonamento de Gauss do sistema.
Solução
Aqui
a) Entre com a matriz A e armazene-a na variável A; entre com a B e
armazene-a na variável B. Crie a matriz M e determine a matriz escalonada ME de M:
Segue que o sistema não admite solução no sentido habitual. Admite uma única solução no sentido LSQ.
b) Entre com a matriz B, entre com a matriz A, pressione LSQ (no
menu) ou digite LSQ e pressione ENTER para obter a solução
[ [2,857142...] [0,714285...] ].
Armazene-a na variável X, ou seja, digite:
′ X ′ STO
Agora, entre novamente com a solução na pilha (digite X e pressione ENTER) e passe-a para a forma de fração ordinária para obter
(Observação. O ponto P poderia, também, ter sido obtido da seguinte
maneira: entre com a matriz A, entre com a matriz X e pressione a
tecla ×, ou seja, obtém-se P multiplicando-se a matriz A pela X.)
d) Primeiro, precisamos determinar o vetor coluna E. (Lembre-se de
que B – AX = B – P = E, em que X, P e B estão sendo olhados como vetores colunas.) Para determinar E, digite:
B ENTER A ENTER X ENTER RSD ENTER
para obter
Para calcular o comprimento de E, digite:
ABS ENTER
e) Multiplicando-se a primeira equação do sistema S por –2 e
somando-se com a 2 a a ; multiplicando-se a 1 equação por –1 e somando-se com a 3 a a ; multiplicando-se a 1 equação por –1 e somando com a 4 a , e, em seguida, permutando-se as posições das 2 a a e 3 equações, resulta:
Multiplicando-se, agora, a 2 a a equação (do 3 sistema) por –5 e somando-se com a 3 a a ; multiplicando-se a 2 equação por –3 e somando-se com a 4 a a , e, em seguida, dividindo-se a 3 por –3 e a 4 a por –2, resulta:
Multiplicando-se a última equação por –1 e somando-se com a 3 a a , multiplicando-se a última por –4 e somando-se com a 1 ,
resulta:
Multiplicando-se, agora, a 2 a equação por –2 e somando-se com a 1 a , obtém-se:
Observe que a matriz M do último sistema é exatamente a matriz ME de
S.
Para finalizar a Seção, deixamos para você a seguinte tarefa: dados um
plano (uma reta) em forma paramétrica e um ponto B fora do plano (da reta), estabeleça um processo para determinar o ponto P do plano (da reta) que se encontra mais próximo de B e a distância entre B e o plano (reta).
B.12 2 Cálculo do Coeficiente de Determinação R
Suponhamos que
= a x + b y + c
seja o plano que melhor se ajusta, pelo método dos mínimos quadrados, aos pontos (x , y , z ), i = 1, 2, ..., n. Então (a, b, c) é a solução LSQ do i i i
sistema
Aqui o vetor E é dado por:
Sabemos que 2 R é dado por:
Sabemos, ainda, que
Segue que 2 R poderá ser colocado na seguinte forma
Temos, também,
em que B é a matriz coluna dos termos independentes do sistema S.
Temos, então, a seguinte fórmula prática para o cálculo do coeficiente
de determinação 2 R .
ATENÇÃO. Para calcular a média proceda do seguinte modo: armazene a matriz B na variável ΣDAT e digite:
Shift roxo 5 IVAR (no menu) MEAN (no menu)
Ou, então, pressione a STAT (função verde da tecla 5 ), escolha a 1 opção que é Single-var... e pressione ENTER (ou OK no menu). Entre com a matriz B no campo de ΣDAT. Em seguida, leve a barra de destaque para o campo da variável MEAN e pressione a tecla +/– para confirmar sua escolha (na frente de MEAN deverá aparecer um vezinho). Confirmada a escolha, pressione ENTER.
B.13 Programa que Retorna os Coeficientes do Ajuste
e o 2 R
O objetivo desta seção é criar um programa, que será armazenado na variável BAN, que retorna os coeficientes do ajuste, bem como o coeficiente de determinação 2 R , a partir das matrizes B, A e do número n de pontos dados, onde B é a matriz dos termos independentes e A a matriz dos coeficientes das variáveis do sistema S associado ao problema.
Programa BAN
Nível 1: ≪ ′ N ′ STO ′ A ′ STO ′ B ′ STO B A LSQ
′ X ′ STO B A X RSD ABS 2 ∧ ′ Y ′ STO
B ABS 2 ∧ ′ U ′ STO B ′ ΣDAT ′ STO MEAN 2 ∧
N * ′ V ′ STO 1 Y U V – / – ′ R2 ′ → TAG X ′ X ′ → TAG ≫
Agora, digite: ′ BAN ′ STO
Inclua a variável BAN em seu menu personalizado.
Exemplo 1
Considere a tabela
x 3 5 6 9 10 11
y 7 5 3 4 2 3
Determine a reta dos mínimos quadrados dos pontos dados e o coeficiente de determinação.
Solução
Seja ŷ = mx + q a reta procurada. O sistema associado ao problema é
Aqui, o número de pontos é n = 6,
Agora, entre com a matriz B, entre com a matriz A, com 6 e pressione
BAN, no menu personalizado, para obter
R2: 0,6701858
X: [[–0,466216][7,418919]]
Ou seja, 2 ŷ = –0,466216 x + 7,418919 e R = 0,6701858. (Sugestão:
Resolva o problema no aplicativo FIT DATA.)
Exemplo 2
Considere a tabela
x 2 3 4 7 2 8 5
y 3 2 6 3 2 5 8
z 7 5 7 6 5 7 10
Determine o plano = ax + by + c dos mínimos quadrados, bem como o coeficiente de determinação 2 R .
Solução
O número de pontos é n = 7,
Entre com B, entre com A e com 7 e, em seguida, pressione BAN para obter
R 2 : 0,8490879
X: [[–6,34715025907E – 2] [0,71567357513] [4,03044041451 ]]
Ou seja, = –0,0634715025907x + 0,71567357513y + 4,03044041451 e 2 R = 0,8490879.
B.14 Definindo Função na HP-48G
Nesta seção, vamos aprender como definir uma função na HP-48G. Para definir uma função, vamos utilizar a função roxa DEF (DEF = DEFINE = DEFINIR) na tecla STO. Vejamos, então, como definir, por exemplo, a função 2 y = x + 3x + 5.
De nindo a função 2 y = x + 3x + 5
Na linha de comando, utilizando letras maiúsculas para facilitar, digite 2 y ( x ) = x + 3x + 5, em
seguida, tecle ENTER; no nível 1 deveremos ter:
Nível 1: ′ Y(X) = X ^ 2 + 3 * X + 5 ′
Agora, pressione DEF (shift roxo seguido da tecla STO).
Pronto! A função já está definida. A variável Y já foi para a memória,
isto é, já está ocupando um dos retângulos do menu das variáveis. Para visualizar a variável Y, pressione a tecla VAR e vá virando as páginas do menu até encontrar Y. Encontrou? Ótimo. No próximo exemplo, veremos como calcular o valor de y dado x. Para visualizar o conteúdo da variável Y ou proceder a qualquer alteração, faça como explicado anteriormente.
Exemplo 1
Sendo 2 y = x + 3x + 5 a função acima definida, calcule o valor de y
para
Solução
Inicialmente, localize a variável Y no menu das variáveis. Então, para
calcular o valor de y, digite o valor de x e pressione a tecla branca
correspondente ao retângulo ocupado pela variável Y.
Digite 1 e pressione Y no menu das variáveis. No nível 1, deverá aparecer 9. Assim, para x = 1, teremos y = 9.
Digite –2 e, em seguida, pressione Y no menu das variáveis. No nível 1, deverá aparecer 3. Assim, para x = –2, teremos y = 3.
Digite: 4 ENTER ÷ e, em seguida, pressione Y no menu das variáveis. No nível 1, deverá aparecer 8,04. Assim, para teremos y =
8,04.
Exemplo 2
Defina a função 2 3 z = x – 3 y + 5xy e calcule z para os valores de x e y dados.
a) x = 1 e y = 2
b) x = –5 e z = –6,2
Solução
De nindo a função
z 2 3 = x – 3 y + 5xy
Digite 2 3 z ( x, y ) = x – 3 y + 5xy e, em seguida, pressione ENTER; no nível 1 deveremos ter:
Nível 1: ′ Z(X, Y) = X^2 – 3 * Y^3 + 5 * X * Y ′
Agora, pressione DEF (função roxa na tecla STO). Pronto. A
função já está definida.
Agora, localize a variável Z no menu das variáveis. Lembre-se:
para abrir o menu das variáveis, é só pressionar a tecla VAR e
procurar Z, usando NXT se precisar virar a página do menu.
Localizou Z ? Ótimo.
a) Para calcular z, é preciso entrar com os valores de x e y, nessa
ordem.
Digite: 1 ENTER 2 e pressione a variável Z no menu das variáveis, para obter –13, que é o valor de z = –13.
b) Digite: –5 ENTER –6,2 e pressione a variável Z para obter –
844,984, que é o valor de z, ou seja, z = –844,984.
B.15 Ajuste de Curva, pelo Método dos Mínimos
Quadrados, no EXCEL 97
Consideremos os pontos (x , x ) = k = 1 2 ..., n. No EXCEL, podemos k k obter o ajuste linear, polinomial (até o grau 6), exponencial, logarítmico ou por uma potência. Os próximos exemplos mostram como obter tais ajustes.
Exemplo Determine, pelo método dos mínimos quadrados, a reta que
melhor se ajusta aos pontos dados.
x 2 4 5 6 6,5 7 7,5 8 10
y 0 5 6,5 8 7 9 10 12 13
Solução
Nas células A1 a A9, vamos entrar com os valores de x; nas células B1 a B9 com os valores de y. Após entrar com estes valores, marcamos a matriz A1: B9. Em seguida, clicamos no ícone Assistente de gráfico, para abrir o aplicativo Assistente de gráfico.
Neste Assistente de gráfico, escolhemos a opção Dispersão (XY)
e, como Subtipo de gráfico, escolhemos a primeira opção, que é o
diagrama de dispersão. Clicando em Concluir, obtemos o diagrama de
dispersão.
A seguir, selecione o gráfico; na barra de ferramentas, clique em
Gráfico e escolha a opção Adicionar linha de tendência.
(ATENÇÃO. O menu Gráfico só aparecerá após selecionar o gráfico.
Se ao lado do menu Ferramentas aparecer a palavra Dados, é porque
você não selecionou o gráfico. Para selecionar a região do gráfico, é
só dar um clique logo abaixo do retângulo que envolve a palavra
Sequência 1. Para desmarcar, é só clicar fora do retângulo que contém
a região do gráfico.) Clicando, então, na opção Adicionar linha de
tendência, aparecerá a caixa de diálogo Adicionar linha de tendência,
que oferece as várias opções de ajuste. Como o nosso caso é o ajuste
linear, clique no quadrado Linear. (Se o ajuste for polinomial, até o grau 6, marque o quadrado polinomial e escolha o grau na caixa ao lado.)
Na caixa acima, clique em opções e marque as opções: exibir
equação no gráfico e exibir valor do R-quadrado no gráfico. Clique OK para obter no gráfico a equação da reta que melhor se ajusta aos pontos dados e o valor de R-quadrado.
B.16 Máximos e Mínimos no EXCEL
Pontos de máximo ou mínimo de uma função são determinados, no EXCEL, no aplicativo SOLVER. Para entrar neste aplicativo, clique em Ferramentas e escolha a opção SOLVER. Caso na caixa de diálogo que se abre não apareça a palavra SOLVER, escolha, nessa mesma caixa, a opção Suplementos, marque SOLVER e pressione OK para incluí-la na caixa Ferramentas. Caso em Suplementos não apareça SOLVER é porque não foram instalados todos os aplicativos do EXCEL.
Exemplo 1
Determine o ponto de mínimo e o valor mínimo da função 2 z = x + 3 2 xy + 4 y – 4x – 13y.
Solução
Observamos, inicialmente, que, pelo fato de se tratar de uma função polinomial de grau 2, tal função admitirá no máximo um ponto de mínimo. Por quê? Vamos representar as variáveis x e y, respectivamente, por A1 e B1. Na célula C1, vamos entrar com a expressão que queremos minimizar. Na célula C1, devemos digitar:
=A1^2+3*A1*B1+4*B1^2–4*A1–13*B1
Como o SOLVER utiliza método iterativo para buscar o ponto desejado, é preciso entrar com estimativas para x e para y (uma estimativa para o ponto de mínimo é qualquer ponto que esteja próximo desse ponto de mínimo). Vamos tentar as estimativas 0 para x e 0 para y. (Como z(0,0) = 0, z(0,1) = –9 e z (0,2) = –10, nesse problema as estimativas 0 para x e 2 para y seriam preferíveis. Por quê? Em todo caso, vamos tentar resolver o problema com as estimativas 0 para x e 0 para y; se não der certo, tentaremos a estimativa (0, 2).) Entre com zero nas células A1 e B1. Agora, marque a célula C1 e, em seguida, clique em Ferramentas e escolha a opção SOLVER para abrir a caixa PARÂMETROS DO SOLVER. Na caixa que se abre, em célula de destino, digite C1; escolha a opção Min; em células variáveis, digite A1:B1.
Agora, clique em resolver para obter –1 em A1, 2 em B1 e –11 em
C1. Assim, (–1,2) é o ponto de mínimo e z = –11 o valor mínimo de z.
(Observe que a função dada admite no máximo um ponto de mínimo,
de acordo?)
Gráfico e curvas de nível de 2 2 z = x + 3 xy + 4 y – 4x – 13y
Exemplo 2
Determine os pontos de máximo e de mínimo de z = 2x – y com as restrições x ≥ 0, x + y ≤ 3 e y ≥ x.
Solução
Como o conjunto A de todos os pares (x, y) satisfazendo as restrições dadas é compacto (confira) e a função dada é contínua, resulta, pelo teorema de Weierstrass, que tal função assume em A valor máximo e valor mínimo. Tomemos A1 (A1 = x) e B1 (B1 = y) como células variáveis. Em C1, vamos entrar com a expressão que queremos maximizar ou minimizar. Em C1, digitamos:
= 2 * A1 – B1.
Em D1, digitamos:
= A1 + B1.
Vamos primeiro determinar o ponto de mínimo. Parece que o ponto
de mínimo deve estar próximo (ou é o próprio) de (0, 3). Vamos então
entrar com as estimativas 0 em A1 e 3 em B1. Agora, marque a célula
C1 e abra o aplicativo PARÂMETROS DO SOLVER, como no
exemplo anterior. Em célula de destino, digite C1. Escolha a opção
Mín. Em células variáveis, digite A1:B1. Agora, clique em
Adicionar para abrir o aplicativo Adicionar restrição. Em
referência de célula, digite A1; escolha >=; em restrição, digite 0 (é
a restrição x ≥ 0), em seguida, clique em Adicionar. Agora, vamos
entrar com a restrição y ≥ x. Em referência de célula, digite B1;
escolha >=; em restrição, digite A1, em seguida clique em Adicionar.
Para entrar com a restrição x + y ≤ 3, em referência de célula digite
D1; escolha <=; em restrição, digite 3, em seguida, clique em
Adicionar. Agora, feche o aplicativo para voltar para PARÂMETROS
DO SOLVER, que deverá ter a seguinte “cara”:
Finalmente clique em resolver, para obter 0 em A1, 3 em B1 e –3 em C1. Assim, –3 é o valor mínimo da função e que ocorre para x = 0 e y = 3. (A nossa estimativa já era o ponto de mínimo.) Vamos, agora, determinar o ponto de máximo que deverá estar próximo do ponto (3, 3); entremos, então, com as estimativas 3 em A1 e 3 em B1. Marque C1 e abra novamente o aplicativo PARÂMETROS DO SOLVER. Escolha a opção Máx. (Observe que os dados com os quais entramos anteriormente não foram apagados.) Para determinar o ponto de máximo, é só clicar em Resolver, para obter 1,5 em A1, 1,5 em B1 e 1,5 em C1. Ou seja, 1,5 é o valor máximo e que ocorre para x = 1,5 e y = 1,5. (Veja Exemplo 2, da Seção 16.1.)
Exemplo 3
Resolva o sistema
Solução
Resolver o sistema é equivalente a determinar os pontos de mínimo global da função
f 2 2 2 2 2 ( x , y ) = ( x + y – 3) + ( x + 2 xy + 5 y – 4) .
De fato, se (x , y ) for solução do sistema, deveremos ter f(x , y ) = 0 0 0 0 0, e, então, (x , y ) será ponto de mínimo global de f, pois, para todo 0 0
par (x, y), temos f(x, y) ≥ 0. Reciprocamente, se (x , y ) for ponto de 0 0 mínimo de f e tal que f(x , y ) = 0, então (x , y ) será solução do 0 0 0 0 sistema. (Você concorda?) O gráfico da primeira equação é uma
parábola com concavidade voltada para baixo, intercepta o eixo y no
ponto (0, 3) e o eixo x nos pontos O gráfico da
segunda equação é uma elipse com centro na origem, intercepta o
eixo x nos pontos (2, 0), (–2, 0) e o eixo y nos pontos
O sistema deverá ter 4 soluções. Estimativas
para as soluções são:
e
Solução próxima de (2, 1)
Em A1, digite 2; em B1, digite 1; em C1, digite:
= (A1^2+B1–3)^2+(A1^2+2*A1*B1+5*B1^2–4)^2
Marque C1 e entre em PARÂMETROS DO SOLVER. Escolha a
opção Mín. Em célula de destino, digite C1; em células variáveis,
digite A1:B1. Clique em Resolver para obter: 1,6514 em A1, 0,2727
em B1 e 4,49 –11 · 10 ≈ 0 em C1. Assim, x = 1,6514 e y = 0,2727 é
uma solução, com 4 casas decimais, do sistema.
Solução próxima de (2, –1)
É só digitar 2 em A1, –1 em B1, entrar em PARÂMETROS DO
SOLVER e clicar em Resolver para obter a solução x = 1,9557 e y = –
0,8247, com quatro casas decimais.
Deixamos a seu cargo verificar que as outras duas soluções são: x
= –1,4232 e y = 0,9745; x = –1,7839 e y = –0,1824. ATENÇÃO. Observe que nesse problema o que estamos fazendo nada mais é do que resolver a equação f(x, y) = 0. Então, em vez de escolher a opção Mín., poderíamos ter escolhido a opção Valor de e entrado com 0 no retângulo ao lado de Valor de e proceder como se estivéssemos determinando o ponto de mínimo. Ou seja, a opção Valor de é a que resolve a equação. Resolva o problema com esta opção e compare com os resultados obtidos com a opção Mín.
Determinar estimativas, em geral, não é tarefa fácil. Quando o problema
de máximo ou mínimo está ligado a um problema prático, é, às vezes, possível estimar, com margem de erro razoável, o ponto de máximo ou de mínimo. Mas, em geral, a tarefa não é nada fácil. Se a estimativa não for boa, o aplicativo poderá não retornar valor algum! Se a função for de uma variável e definida em um intervalo limitado, a tarefa será bem mais fácil: é só construir uma tabela com a variável independente percorrendo o domínio e variando, digamos, de 1 em 1 ou de 0,5 em 0,5. Olhando para a tabela, é, então, possível determinar estimativa para o ponto de máximo ou de mínimo. Se a função for de duas variáveis, z = f(x, y), e definida em um conjunto limitado, um processo para determinar estimativa é o seguinte: Considere o menor x tal que a reta x = x intercepte o domínio da função, 0 0 considere a função z = f(x , y) e construa uma tabela com y variando de 1 0
em 1 (ou de 0,5 em 0,5) e de modo que o ponto (x , y) permaneça dentro 0 do domínio da função. Em seguida, construa a função z = f(x , y), com x 1 1 = x + h, h > 0 e tal que a reta x = x intercepte o domínio da função e 0 1 assim por diante. Olhando para as tabelas construídas, é possível obter boas estimativas para o ponto de máximo ou de mínimo. Bem, esse é um caminho. Faço votos que você descubra um bem melhor! No exemplo anterior, x = 0 e z = f (0, y) = –y; assim, o menor valor de z = f (0, y) será 0
23 e ocorrerá em (0, 3) e o maior será 0 e ocorrerá em (0, 0). Tomemos, agora, x = 1; o menor valor de z = f(x , y) = 2x – y = 2 – y será –1 e 1 1 1 ocorrerá em (1, 3), e o maior valor será 1 e ocorrerá em (1, 1) e assim por diante.
Para encerrar a seção, sugerimos ao leitor resolver todos os problemas
de máximos e mínimos propostos no Cap. 16. Por favor, se alguma resposta não estiver correta, avise-me e ficarei muito grato a você.
B.17 Brincando no Mathcad
Para trabalhar no Mathcad é muito simples. A partir do programa instalado, se sua versão for o Mathcad 2000, ao abrir o programa verá a seguinte
tela: 2
Para iniciar, clique em View, na barra de menus, em seguida, clique em
Toolbars: para gráfico, escolha a opção Graph; para cálculo de derivada e integral, escolha a opção Calculus; para entrar com desigualdades, escolha Boolean etc.
Tudo o que você precisa agora é aprender a digitar expressão. Para
começar, clique em algum ponto da página; no ponto clicado aparecerá uma cruzetinha vermelha. É exatamente neste ponto que a expressão a ser digitada começará. Como no Excel, todas as operações deverão ser indicadas. No Mathcad, o separador decimal é o ponto. Para entrar com expoente, digite ^ (acento circunflexo), como no Excel, só que no Mathcad será expoente mesmo. Para entrar com fração, digite / (dividir). O Mathcad trabalha com dois sinais para representar o igual: um deles é := (para entrar com este símbolo, digite : (dois pontos)); o outro é = (para entrar com este símbolo, pressione simultaneamente as teclas Ctrl e = ou clique no ícone desigualdades e, em seguida, clique em =).
Quando se usa o símbolo :=
Utiliza-se := para definir o valor de uma variável. Por exemplo: para entrar com x = 5, digitamos x := 5.
Utiliza-se := quando queremos definir f(x, y). Por exemplo, parar entrar com f(x, y) = x + y, devemos digitar: f(x, y) := x + y.
Quando se usa o símbolo =
Utiliza-se o símbolo = nas equações. Por exemplo, para entrar com a equação x + y = 5, digitamos: x + y = 5.
Exemplo 1
Entre com a expressão 2 x + 5xy.
Solução
Clique no ponto em que você quer começar a expressão. Agora,
digite:
x ^ 2 espaço + 5 * x * y
para obter
Clicando fora do retângulo, obtém-se: 2 x + 5 · x · y.
Observação. Digamos que você queira trocar o expoente 2 por 3: clique ao lado do 2, apague
o 2 e digite 3; em seguida, clique fora do retângulo para obter 3 x + 5 · x · y. Para substituir,
digamos, o 5 por 6, proceda da mesma forma: clique ao lado do 5, apague o 5, digite 6 e clique
fora do retângulo.
Exemplo 2
Determine o ponto de mínimo da função
z 2 2 = x + 3 xy + 4 y – 4x – 13y.
Solução
Entre com a função:
f 2 ( x, y ) := x + 3 · x · y + 4· y – 4 · x – · y.
Entre com as estimativas:
x := 0 y := 0
Agora, digite:
Minimize (f, x, y)
de modo que tenhamos
Digitando-se =, obtém-se o ponto de mínimo:
Assim, (–1,2) é o ponto de mínimo da função (que concorda com o ponto obtido no Excel).
Antes de prosseguir, observamos que, para entrar com os sinais de
desigualdade, deve-se clicar no ícone em que aparecem os símbolos < ≠ ≥ para abrir a caixa Boolean. Para entrar, digamos, com > é só clicar no símbolo >.
Exemplo 3
Determine o ponto de máximo de z = 2x – y com as restrições x ≥ 0, x + y ≤ 3 e y ≥ x.
Solução
x = 3 e y = 3 é uma estimativa para o ponto de máximo. Digite:
f(x, y) := 2 · x – y
x := 3 y := 3
given
x ≥ 0 x + y ≤ 3 y ≥ x
Assim, o valor máximo da função ocorre para x = 1,5 e y = 1,5.
ATENÇÃO. É indispensável a palavra given após as estimativas e antes das restrições.
Exemplo 4
Resolva o sistema
Solução
Inicialmente, observamos que este sistema é o mesmo que o da seção
anterior. Vamos apenas determinar a solução próxima de (2, 1).
Digite:
x := 2 y := 1
given
x 2 + y = 3
x 2 2 + 2 · x · y + 5 · y = 4
Assim, x = 1,6514 e y = 0,2727 é a solução, com 4 casas decimais, que está próxima de (2, 1). (Caso queira mais casas decimais, clique ao lado de y, em seguida, na barra de ferramentas, clique em Format, escolha a opção Result, escolha o número de casas decimais e clique em OK.)
Exemplo 5
Esboce o gráfico de 2 2 f ( x, y ) = x + y
Solução
Digite:
f 2 2 ( x, y ) := x + y .
Clique no ícone assinalado na figura a seguir para abrir a caixa Graph e clique na superfície verde (ou então, na barra de ferramentas, clique em Insert, clique em Graph e escolha surface plot). Em seguida, no pequeno retângulo preto situado à esquerda logo abaixo do sistema de coordenadas, digite f, como na figura abaixo. Para obter o gráfico, clique fora do maior retângulo que contém o sistema de coordenadas. Com o mouse, você pode colocar a figura na posição que desejar.
Para outras opções, dê dois cliques em cima do gráfico e brinque à
vontade.
Exemplo 6
Calcule
Solução
Clique no ícone integral para abrir a caixa que contém o símbolo de
integral. Entre com a integral de modo a obter
Para calcular a integral, proceda da seguinte forma. Se você quiser apenas o valor numérico, digite =. Se você quiser o valor exato, na barra de ferramentas, clique em Symbolics, em seguida clique na opção Simplify. Escolhendo a segunda opção, o resultado será (Para calcular limites, derivadas e somatórias, utilize sempre a segunda opção, e divirta-se.)
ATENÇÃO. Para entrar com o símbolo de integral definida, clique no símbolo respectivo na caixa ao lado; para entrar com o símbolo ∞, proceda da mesma forma. O ângulo que envolve a expressão é controlado pela barra de espaço: se ele estiver envolvendo somente o último x, basta ir pressionando a barra de espaço que ele acabará envolvendo toda a expressão. Para encerrar, vamos exibir alguns gráficos construídos no Mathcad.
Referência Bibliográfica para a HP-48G
Guia do Usuário da HP-48 Série G
Hewlett-Packard
Edição 1, novembro de 1994
____________
1 Os programas ilustrados neste apêndice não estão cobertos por nenhum
tipo de garantia, por parte do autor ou da editora, no que diz respeito à sua adequação para comercialização ou utilização com qualquer propósito específico. Os programas são apresentados somente a título de ilustração, e todos os riscos decorrentes de deficiências em sua qualidade e desempenho serão inteiramente por conta do usuário.
2 Para mais detalhes sobre versões diferentes do Mathcad 2000, o leitor
poderá obter informações junto aos distribuidores do produto.
OceanofPDF.com