Um Curso de Cálculo, Volume 2
4.4 Distribuição Normal
Va 2 ( X ) = β .
Conclusão:
E 2 ( X ) = β e Var ( X ) = β .
Exercícios 4.3
1. Determine E (X) e Var (X) da variável aleatória X com a função
densidade de probabilidade dada a seguir.
4.4 Distribuição Normal
Inicialmente, observamos que no Vol. 3 será provado o seguinte importante resultado:
Por – 2 x e ser uma função par, resulta
Exemplo 1
Seja – 2 x /2 f ( x ) = e com x real. Determine o valor da constante k de modo que f
seja uma função densidade de probabilidade.
Solução
Como f é uma função par, devemos ter Fazendo a mudança
de variável resulta
Para s → +∞ resulta
Deveremos ter então , ou seja,
Exemplo 2
Sendo μ e σ, σ > 0, duas constantes dadas, mostre que
Solução
Como o gráfico de é simétrico em relação à reta x =
μ, basta mostrar que
Fazendo a mudança de variável teremos dx = σ dz e z = 0 para x =
μ. Tendo em vista o exemplo anterior, segue que
A seguir, vamos destacar a distribuição de probabilidades mais importante da estatística: a distribuição normal.
De nição. Dizemos que a variável aleatória contínua X tem distribuição normal, com média μ e variância
σ 2 , σ > 0, se a sua função densidade de probabilidade for dada por
A notação 2 X : N ( μ , σ ) é usada para indicar que a variável aleatória X tem distribuição normal, com média 2 μ e variância σ (ou desvio padrão σ).
Exemplo 3
Seja X uma variável aleatória contínua, com distribuição normal, média μ e
variância 2 σ . Mostre que de fato tem-se:
a) E (X) = μ
b 2 ) Var ( X ) = σ .
Solução
Temos
Com a mudança de variável s = x 2 μ teremos
pois o integrando da segunda integral é uma função ímpar. Segue que
Assim,
pois
Portanto, E (X) = μ.
b) Temos
Tendo em vista a simetria do gráfico do integrando em relação à reta x = μ, resulta
Fazendo e integrando por partes,
vem
Assim, 2 Var ( X ) = σ .
Exemplo 4
Seja 2 X : N ( μ , σ ). Mostre que P(μ – σ ≤ X ≤ μ + σ) independe de μ e de σ e
que seu valor é
Solução
Fazendo a mudança de variável teremos dx = σ dz, z = 0 para x = μ,
z = 1 para x =μ + σ e, portanto,
Assim, a probabilidade de X pertencer ao intervalo [ μ – σ, μ + σ] independe
dos valores de
Observação. o Para calcular o valor da integral que aparece no 2 membro, é só utilizar a desigualdade (x
< 0)
(veja Exemplo 7 da Seção 16.3, Vol. 1) e proceder como no Exemplo 9 da Seção 16.3 mencionada.
Efetuados os cálculos, chega-se a: P(μ – σ ≤ X ≤ μ + σ) ≈ 0,68. Isto é, a probabilidade de X pertencer ao
intervalo [ μ – σ, μ + σ] é de aproximadamente 0,68. No Apêndice B, mostraremos como utilizar a
calculadora HP-48G no cálculo de probabilidades de algumas distribuições contínuas. Quando X tem
distribuição normal, existem tabelas para o cálculo de P(a ≤ X ≤ b).
Exemplo 5
Suponha que a distribuição das alturas dos 850 alunos de uma determinada
escola seja aproximadamente normal, com média 1,72 m e desvio padrão 0,10
m.
a) Qual o número esperado de alunos com altura entre 1,62 e 1,82 m?
b) Qual o número esperado de alunos com altura superior a 1,90 m?
Solução
Aqui μ = 1,72 e σ = 0,10.
a) P(1,62 ≤ X ≤ 1,82) = P(μ – σ ≤ X ≤ μ + σ) ≈ 0,68, como vimos no exemplo
anterior. Assim, o número esperado de alunos com altura entre 1,62 e 1,82 m é de aproximadamente 68% do total dos alunos da escola, ou seja, aproximadamente 578 alunos.
b) (o cálculo foi feito na
HP-48G). Assim, o número esperado de alunos com altura superior (ou igual) a 1,92 m é de aproximadamente 3,6% do total dos alunos da escola, ou seja, aproximadamente 31 alunos. (Já dá para montar um belo time de basquete ou de vôlei, não? Bem, depende!)
Exercícios 4.4
1. Seja X uma variável aleatória contínua, com distribuição normal,
média 2 μ e variância σ , σ > 0. Sendo r > 0 um número real qualquer, mostre que
e conclua que a probabilidade de X estar entre μ – rσ e μ + rσ, não depende de μ e σ, só depende de r.
2. 2 Seja X : N ( μ , σ ). Mostre que