Um Curso de Cálculo, Volume 2
16.6 Exemplos Complementares
Prove que λ e λ são, respectivamente, os valores mínimo e 1 2
máximo de 2 2 Q sobre a circunferência x + y = 1.
16.6 Exemplos Complementares
Exemplo 1
Seja 2 2 f ( x , y ) de classe C num aberto A do ℝ . Suponha que (x , y ) ∈
0 0
A seja um ponto crítico de f. Prove que uma condição necessária para
(x , y ) ser um ponto de mínimo local de f é que 0 0
para todo (h, k)
Solução
Seja e consideremos a função
Suponhamos que (x , y ) seja ponto de mínimo local de f ; então t = 0 0 0
será ponto de mínimo local de e, portanto, deveremos ter
necessariamente Como
(verifique) resulta que
para todo (h, k), é uma condição necessária para (x , y ) ser ponto de 0 0
mínimo local de f.
Observação. Note que fornece os valores que f assume sobre o trecho da reta (x, y) = (x , y ) 0 0
+ t (h, k) contido em D . f
Exemplo 2
Considere a forma quadrática
Q 2 2 ( h , k ) = ah + 2 bhk + ck
em que a, b e c são constantes. Suponha a ≠ 0. Verifique que
Solução
ou seja,
Exemplo 3
Considere a forma quadrática
Q(h,k) 2 2 = ah + 2 bhk + ck .
Prove:
Solução
Pelo Exemplo 2, sendo a ≠ 0,
(i) imediata.
(ii) se a = 0, teremos necessariamente b 0; neste caso, existe α tal que
Q (α, 1) e Q (α, –1) terão sinais contrários. (Verifique.) Se
terão sinais contrários
Exemplo 4
Seja 2 2 f ( x , y ) de classe C num aberto A do ℝ e seja (x , y )) A um
0 0
ponto crítico de f. Prove que se
então (x , y ) não é extremante local de f. 0 0
Solução
Seja
Pela regra da cadeia,
Pelo Exemplo 3 (ii)
tais que
Assim, t = 0 é ponto de máximo local de e ponto de mínimo local
de Logo, (x , y ) não é extremante local de f. 0 0
Seja (x , y ) ∈ D um ponto crítico de f. Dizemos que (x , y ) é ponto de 0 0 f 0 0
sela de f se em toda bola aberta de centro (x , y ) existirem pontos (x , y ) e 0 0 1 1 (x , y ) com f (x , y ) < f (x , y ) e f (x , y ) < f (x , y ). 2 2 1 1 0 0 2 2 0 0
Seja 2 2 f ( x , y ) de classe C num aberto A de ℝ e seja (x , y ) ∈ A um
0 0
ponto crítico de f. Segue do Exemplo 4 que se H (x , y ) > 0, então (x , y ) 0 0 0 0 será ponto de sela de f (verifique).
Exemplo 5
Sejam 2 f ( x , y ) de classe C e (x , y ) um ponto interior de D . Suponha
0 0 f
que (x , y ) seja ponto crítico de f. Prove: 0 0
Solução
a) Da hipótese e da continuidade das funções
segue, pelo teorema da conservação do sinal, que existe uma bola aberta B de centro (x , y ) (podemos supor B ⊂ D , pois (x , y ) é 0 0 f 0 0 ponto interior de D ) tal que, para todo (x, y) em B, f
Pela fórmula de Taylor, com resto de Lagrange (veja teorema da Seção
15.4), para todo (h, k), com (x + h, y0 + k) ∈ B, existe interno 0
ao segmento de extremidades (x , y ) e (x + h, y + k) tal que 0 0 0 0
para todo (x, y) em B, com (x, y) ∈ (x , y ). Portanto (x , y ) é 0 0 0 0
ponto de mínimo local de f.
b) Fica a seu cargo. [Basta verificar que (x , y ) é ponto de mínimo 0 0
local de g (x, y) = – f (x, y).]
Exemplo 6
Sejam α, β, γ, δ, ∊ e φ números reais dados. Considere a forma
quadrática
Supondo α ≠ 0, verifique que
Solução
Assim,
Como,
resulta
Exemplo 7
Considere a forma quadrática
Verifique:
Solução
a) e b) são consequências imediatas do Exemplo 6.
Deixamos a cargo do leitor a demonstração do resultado que aparece no
Exercício 15 da Seção 16.3.
(Sugestão: Proceda como no Exemplo 5.)
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