Um Curso de Cálculo, Volume 2
7.5 Derivada
6. Seja F:[a, b] → contínua. Prove que existe M > 0 tal que
em [a, b].
7.5 Derivada
De nição 1. n Sejam F : A → ℝ e t ∊ A. De nimos a derivada de F em t por
0 0
desde que o limite exista.
Se F admite derivada em t , então diremos que F é derivável ou 0
diferenciável em t . Dizemos que F é derivável em B ⊂ D se o for em cada t 0 F ∊ B. Dizemos, simplesmente, que F é derivável ou diferenciável se o for em cada ponto de seu domínio.
Teorema 1. Sejam F = (F , F , ..., F ) e t pertencente ao domínio de F. Então, F será derivável 1 2 n 0
em t 0 se e somente se cada componente de F o for; além disso, se F for derivável em t 0
Demonstração
Pelo teorema da seção anterior, existirá se e somente se
existirem e forem finitos os limites . Logo, F será derivável
em t se e somente se cada componente o for. Teremos então: 0
ou seja,
Exemplo 1
Seja . Calcule
Solução
ou seja,
Exemplo 2
Seja . Calcule.
Solução
Seja, agora, 2 F : A → e seja t ∊ A. Geometricamente, vemos
0
como um “vetor tangente” à trajetória de F, no ponto F(t ). 0
Quando tende ao “vetor tangente” à trajetória de F
em F(t ). 0
De nição 2. n Seja F : A → ℝ derivável em t , com . Dizemos que é um
0
vetor tangente à trajetória de F, em F(t 0 ). A reta
denomina-se reta tangente à trajetória de F no ponto F(t ). 0
A reta tangente à trajetória de F no ponto F(t ) é, então, por definição, a 0
reta passando pelo ponto F (t ) e paralela ao vetor tangente . 0
Exemplo 3
Seja F(t) = (cos t, sen t), t ∊ . Determine a equação da reta tangente à
trajetória de F no ponto .
Solução
A equação da reta tangente em é:
ou seja,
Faça você o desenho da trajetória de F e da reta tangente.
Exemplo 4
Seja 2 F ( t ) = ( t , t , t ). Determine a equação da reta tangente no ponto F(1).
Solução
F(1) = (1, 1, 1); ; assim, . A equação
da reta tangente em F(1) é:
ou seja,
Teorema 2. Sejam deriváveis em A. Então,
serão, também, deriváveis em A e
Além disso, se n = 3, então será, também, derivável em A e
Demonstração
Faremos a demonstração no caso n = 3. a) F = (F , F , F ); como f é uma função a valores reais 1 2 3
para todo t ∊ A.
De
resulta:
ou seja,
b)
Como
e
resulta
ou seja,
■
Exemplo 5
Seja : A → derivável e tal que constante. Prove
que
para todo t ∊ A. Interprete geometricamente no caso n = 2.
Solução
daí
logo, para todo t ∊ A,
Segue que, para todo t em A,
ou seja,
e como o produto escalar é comutativo
Portanto, para todo t ∊ A,
Assim, sendo || (t)|| constante, os vetores são ortogonais.
Interpretação geométrica no caso n = 2. Seja (t) = (F (t), F (t)); sendo || 1 2 (t)|| constante e igual a k(k > 0), a trajetória descrita por (F (t), F (t)) está 1 2 contida na circunferência de centro na origem e raio k; como é tangente
à trajetória, deve ser tangente à circunferência e deve, portanto, ser
ortogonal ao vetor de posição (t).
Exercícios 7.5
1. Calcule
2. Determine a equação da reta tangente à trajetória da função dada,
no ponto dado.
3. Seja F definida no intervalo I e com valores em . Suponha que
para todo t em I. Prove que existe uma constante k = (k 1 , k 2 , ..., k ) ∊ tal que F(t) = k para todo t em I. n
4. a Seja F : I → , I intervalo, derivável até a 2 ordem em I.
Suponha que exista um real λ tal que, para todo t em I,
. Prove que é constante em I.
5. a Suponha que seja derivável até a 2 ordem e que, para
todo t ≥ 0,
a) Prove que em [0, + ∞[.
b) Seja θ o ângulo entre . Conclua que .
6. a Seja definida em , com valores em , e derivável até a 2
ordem. Prove que se for constante em , então
em .
7. a Seja : I → , I intervalo, derivável até a 2 ordem. Suponha que
(t) forneça a posição, no instante t, de um ponto P que se move
no espaço. Definimos a velocidade (t) e a aceleração (t) de P,
no instante t, por: . Determine
(t) e (t) sendo:
8. Um ponto se move no espaço de modo que || (t)|| = k para todo t,
em que k > 0 é uma constante. Prove que para todo t.
Interprete.
9. Suponha || (t)|| ≠ 0 para todo t. Faça , em que v(t) = ||
(t)||. Prove que
10. Seja , em que a, b e w são constantes não
nulas. Mostre que
Sejam definidas e deriváveis no intervalo I e com valores
11.
em . Suponha que para todo . Prove que existe um
vetor tal que para todo t ∊ I.
12. Determine sabendo que
13. (Regra da cadeia.) Sejam
funções deriváveis, em que I e J são intervalos em . Suponha que, para todo t ∊ I, u(t) ε J. Prove que a função dada por
, é derivável e que
em que deve ser calculado em u = u(t).
14. Suponha
com a θ = θ ( t ) e ρ = ρ ( t ) deriváveis até a 2 ordem em um intervalo
I. Verifique que