Luz das Runas
Capítulo 10
Das ameias da Cidadela do Céu o General continuava a observar impotentemente. Hugin e Munin giravam freneticamente em torno de sua cabeça; Sleipnir estava amarrado nas proximidades. Eles haviam chegado tão perto, ele pensou. Haviam quase vencido a guerra. Mas agora estava acabado. O Berço cairia. Certamente nada mais lhes poderia adiantar agora…
E então ele viu uma coisa bem lá embaixo; um brilho que saía da escuridão. Fim de Mundo estava envolta em sua maior parte nas sombras agora, suas agulhas e torreões caídos. Mas ainda restava aquele ponto de luz, tão apagado que ele podia tê-lo imaginado – uma simples manchinha de claridade, como um grão de poeira sobre o escuro.
Maggie Rede, pensou o General. A força magnética não poderia pertencer a mais ninguém. Sua mente, sempre em alerta para qualquer coisa que pudesse lhe ser útil, começou a considerar o potencial da garota. Acima dele, sua Mente e Espírito, parecendo cada vez mais agitados, deram ásperos gritos de encorajamento.
Então Maggie estava viva, ele pensou. E como? Bem, ela ainda tinha força magnética. Mas se ela iria usá-lo em benefício dele – era certamente esperar demais. A menos que…
O olho não danificado de Perth se arregalou.
É claro!
Ele se virou para olhar para Sleipnir. O Cavalo Vermelho se erguia nas ameias, suas patas bizarramente alongadas abrangendo a maior parte do céu febril.
Perth deu um pequeno sorriso e virou-se para dirigir a palavra aos corvos.
– Vão! – disse ele. – Vocês sabem o que fazer…
Assim, na velocidade do Sonho, o Cavalo cujo Cavaleiro é a Carnificina sacudiu sua crina de runa de luz e desceu a prumo em direção a Fim de Mundo.