Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno

Aquecimento do Destilador de Hickman

em seu topo, podendo tombar. Segure o vial e o destilador pela região

de encontro entre os dois.

8. Aproxime a garra e/ou o conjunto vial/destilador de forma que eles se

encontrem. Prenda a garra no topo do destilador. Coloque o vial e o

destilador em suas posições finais de repouso; aperte a garra no

suporte.

9. Coloque um termômetro, com o auxílio de uma garra e uma rolha,

através da abertura do destilador, na altura da junção entre o vial e o

destilador. Não deixe o termômetro tocar as paredes do vial ou do

destilador.

10. Você está pronto para iniciar o aquecimento.

Aquecimento do Destilador de Hickman

Você não tem muito líquido para destilar, então não é necessário muito calor para fazer a amostra entrar em ebulição. Caso não tenha ideia da temperatura de ebulição de sua amostra, aqueça-a cuidadosamente até que tenha início a ebulição; nesse instante, reduza imediatamente o aquecimento em 10-20%. É claro que você não se esqueceu de colocar uma micropérola de vidro ou um bastão magnético dentro do vial, não é mesmo?

Ao aquecer a amostra será possível observar um anel de condensação subindo pelo vial. Quando esse anel atinge o bulbo do termômetro, a temperatura aumenta. Como normalmente ocorre, quando houver um refluxo de líquido no bulbo e a temperatura se estabilizar, o ponto de ebulição foi atingido.

A seguir, o vapor que entra no condensador condensa-se em suas

paredes e escorre acumulando-se no fundo abaulado do destilador (Fig.

20.1). Quando uma quantidade satisfatória de líquido tiver sido recolhida (essa quantidade depende do experimento), você poderá retirá-la utilizando uma pipeta e um bulbo de borracha, tipo conta-gotas.