Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno

Um Sistema de Solvente Misto — A Parte Ruim

Qualquer par de solventes que se comporte da mesma maneira pode ser empregado. A adição de solventes quentes um ao outro pode ser complicada. Pode ser extremamente perigoso se os pontos de ebulição dos solventes forem muito diferentes. Para o solvente misto água-metanol, se a água a 95°C atingir o metanol quente (p.eb 65,0°C), cuidado!

Há outros pares de solvente misto miscíveis, entre eles, éter de petróleo e éter dietílico, metanol e água, e ligroína e éter dietílico.

 

UM SISTEMA DE SOLVENTE MISTO — A

 

PARTE RUIM

 

Nem tudo é tão simples como parece. Mais frequentemente do que se pensa, compostos “recristalizados” a partir de um sistema de solvente misto não formam cristais. Em vez disso, seu composto pode formar um óleo.

Quando isso ocorre, diz-se que há formação de óleo, o que significa mais trabalho. Compostos geralmente formam óleo se o ponto de ebulição do solvente de recristalização é superior ao ponto de fusão do composto, embora não seja sempre assim. De qualquer forma, se o óleo se solidifica, as impurezas ficam presas no “óleo” agora sólido, e você terá de purificar o sólido novamente.

Não pense que você nunca vai ter formação de óleo se empregar solventes simples não mistos. Simplesmente, com dois solventes, há uma chance maior de você chegar a uma composição que vai causar isso.

Provisoriamente, você pode:

1. Adicionar mais solvente. Se for um sistema de solvente misto, tente

adicionar mais do solvente no qual o sólido NÃO seja solúvel. Ou

adicione mais do OUTRO solvente. Sem contradições. O ponto é