Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno

Classe 3: Destilação Fracionada

temperatura. A pressão do ponto de ebulição calculada para o álcool

isobutílico (760,04 torr) não é muito diferente da pressão do ponto de

ebulição normal de 760,00 torr (são 0,005% diferentes, se você quiser

saber).

2. Para mostrar que compostos com valores de ΔH maiores têm pressões

de vapor inferiores. Isso quer dizer que mais energia é necessária

para evaporá-los.

3. Para mostrar que você pode calcular pressões de vapor que estejam

acima do ponto de ebulição do líquido. Todavia, elas têm um

significado ligeiramente diferente. Não existe álcool isopropílico a

100°C e 760 torr. A pressão de vapor a 100°C é 1440 torr, quase duas

vezes a pressão atmosférica. Porém, se aumentássemos

artificialmente a pressão sobre uma amostra de álcool isopropílico

(bombeando ar comprimido sobre o balão?) até 1440 torr e, então,

aquecêssemos o balão, o álcool não mais ferveria a 82,3°C. Você teria

de ir tão alto quanto — alguém disse 100°C? —, antes da pressão de

vapor do líquido combinar com a pressão atmosférica ora bombeada,

e o líquido ferveria.

4. Para demonstrar a teoria do tópico seguinte, “Classe 3: Destilação

fracionada”.

 

CLASSE 3: DESTILAÇÃO FRACIONADA

 

Em uma destilação fracionada, lembre-se, você normalmente separa misturas líquidas, solúveis uma na outra, que fervem a menos de 25°C uma da outra a uma pressão de 1 atmosfera.

Agora, não discuti álcool isopropílico e isobutílico na última seção prezando minha saúde. Suponha que você recebe uma mistura desses dois para separar. Eles são miscíveis um no outro, e seus pontos de ebulição estão separados por apenas cerca de 25°C. É um caso de livro-texto, não é?