Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno
Capítulo 12 O Experimento do Ponto de Fusão
■ Nunca refunde as amostras. ■ Amostras muito pequenas. Se você consegue vê-las,
consegue vê-las se fundindo.
O ponto de fusão é a temperatura em que o primeiro cristal começa a se fundir até a temperatura em que o último cristal desaparece. Assim, o ponto de fusão (abreviado como p.fus) é na verdade uma faixa de fusão. Você deve registrá-lo como tal, ainda que seja denominado ponto de fusão, por exemplo, p.fus 147-149°C.
As pessoas sempre se referem ao ponto de fusão e nunca ao ponto de fusão. Existe esse impulso incontrolável e forte de relatar um número. Não importa o quanto eu já tenha pedido e gritado com as pessoas para não registrarem um número, elas sempre o fazem. Provavelmente é porque os manuais informam apenas um número, o limite superior.
Geralmente, os pontos de fusão são determinados por duas razões.
1. Determinação da pureza. Se você mede um ponto de fusão de seu
composto e ele começa a se fundir a 60°C e não termina até 180°C,
você pode suspeitar de que algo está errado. Uma faixa de fusão
maior que 2°C geralmente indica um composto impuro. (Como
acontece com todas as regras, há exceções. No entanto, não são
muitas nesse caso.)
2. Identificação de amostras desconhecidas.
a. Se você tem um sólido desconhecido, determine o ponto de fusão.
Muitos livros (pergunte ao seu professor) contêm tabelas de pontos de fusão e listas de compostos que podem ter pontos de fusão específicos. Um deles pode ser sua amostra desconhecida. Você pode ter de escolher dentre 123 compostos. Um pouquinho difícil, mas não são todos os compostos do mundo. Quem sabe? Faça uma tentativa. Se não tiver mais nada, você sabe o ponto de fusão.