Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno

Amostra no Computador

 

Volte e leia a respeito de interpretação de picos de CLAE nas seções sobre instalação eletrônica dos detectores de CG (“Interlúdio eletrônico” no

Capítulo 30) e interpretação de picos de CG (“Amostra no computador” no

Capítulo 30). A análise é exatamente a mesma — tempos de retenção, áreas do pico, linhas básicas... tudo aquilo.

 

PARÂMETROS, PARÂMETROS

 

Para conseguir o melhor resultado de CLAE para uma dada coluna, há muitas coisas que você pode fazer; em sua maioria, as mesmas que para a

CG (veja “Parâmetros, parâmetros” no Capítulo 30).

 

Taxa de Eluente

Quanto mais rápido flui o eluente, mais rápido os compostos são empurrados pela coluna. Como eles levam menos tempo na fase estacionária, não se separam também, e os picos de CLAE saem bem nítidos, mas não bem separados. Se você diminui muito a velocidade do eluente, os compostos passam tanto mais tempo na fase estacionária que os picos se alargam e a sobreposição fica muito ruim. O ótimo é, como sempre, a melhor separação que você precisa no menor espaço de tempo. Uma grande diferença na CLAE é a necessidade de se preocupar com a contrapressão. Se você tentar taxas de fluxo muito elevadas, o empacotamento da coluna de CLAE tende a colapsar sob a pressão do líquido. Esta é, então, a causa da contrapressão: resistência do empacotamento da coluna. Se a pressão fica alta demais, você pode romper a tubulação do sistema, danificando a bomba... todo o tipo de coisinhas engraçadas.