Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno
Integração e Marcação
FIGURA 33.3 RMN de uma mistura de clorofórmio, bromofórmio e iodofórmio (na parte de cima); RMN do álcool terc-butílico — espectro #1 (na parte de baixo).
Integração e Marcação
O espectro inferior na Fig. 33.3 é o do álcool terc-butílico (2-metil-2-propanol). Diferente da figura na parte superior, que era uma mistura de três compostos diferentes, esse é apenas um composto; no entanto, ele tem dois sinais (picos) simpletos. Da esquerda para direita, o simpleto pequeno vem do único H presente no −OH, e o simpleto maior vem de todos os outros prótons nos CH . Acima dos picos, há letras minúsculas assinalando: b ao H 3
no −OH e a a todos os outros. Por que b vem antes de a? Na representação usual do álcool terc- butílico, tendo o −OH à direita, assinalamos os −H dos CH com a letra a e o −H do −OH com a letra b. Como o oxigênio é o 3
centro eletronegativo, o sinal para aquele −H será mais à esquerda — aquele H é mais desblindado — em relação aos H nos C dos CH . Isso 3 acontece muito, pois as representações usuais de compostos orgânicos têm frequentemente o elemento mais eletronegativo à direita, tornando o sinal de RMN para prótons próximos daquele centro o mais à esquerda.
Todos os sinais dos H nos três CH são “de um tipo” porque cada 3 próton individual tem exatamente a mesma descrição. O termo “tem a mesma descrição” pode se tornar um pouco complicado, mas será suficiente para a maioria dos compostos.
Como esse é o espectro de RMN de um único composto, a razão entre as áreas dos sinais (picos) é diretamente proporcional ao número de hidrogênios. Voltando, os espectros foram traçados com uma pena sobre um papel de gráfico grosso, logo, você poderia cortar os picos, pesá-los e usar as massas para obter a razão de prótons. Essa é a definição do tédio. Você já pensou sobre aquelas curvas engraçadas traçadas sobre os picos de RMN? São as integrações eletrônicas, podendo lhe dizer quantos prótons existem em cada deslocamento químico. Meça as distâncias entre as linhas horizontais logo antes e logo depois de cada grupo, divida todos os valores pelo menor, e, pronto! Normalmente o maior — não o menor — pico é normalizado a 1000, e todos os outros picos são menores que ele, o que é o inverso do que eu fiz com minha regra.