Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno
Interpretando Espectros de IV—Toques Finais
TOQUES FINAIS
A interpretação do IV—toques finais pode ser tão simples ou tão complicada quanto você goste de torná-la. Você já viu como distinguir alcoóis de cetonas por correlação das posições e intensidades de vários picos em seu espectro com as posições enumeradas em tabelas de IV ou tabelas de correlação. Trata-se de um procedimento bem-padronizado e provavelmente muito bem-descrito em seu livro-texto. As coisas que não estão em seu livro-texto são as seguintes:
1. Não esqueça os picos de Nujol. O óleo mineral dá enormes
absorções para todas as ligações C—H. Serão os maiores picos do
espectro. E, de vez em quando, as pessoas confundem um desses com
alguma coisa que pertence às amostras.
2. Detalhando um espectro. Não tente interpretar cada linha ondulada.
Há muita informação em um IV, mas às vezes isso é confuso. Pense
no que você está tentando mostrar e, então, mostre.
3. Resultados negativos. Resultados negativos podem ser muito úteis.
Nenhum pico grande entre 1600 e 2000 cm−1? Sem carbonila. Ponto.
Sem exceções.
4. Obstinação na interpretação. Geralmente, um caso de “Eu sei o que
esse pico é, então não me confunda com fatos”. O infravermelho é
uma técnica extremamente poderosa, mas há limitações. No entanto,
você não tem de ficar entusiasmado com todo o seu IV. Conheço
gente que decidiu que um pequeno pico era um estiramento N—H, e
o composto tinha que ter nitrogênio nele. Os fatos de intensidade e
posição do pico não serem bastante certos e nem um teste químico