Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno

A Amostra na Coluna

Falando em computadores, assim que você injetar a amostra avise ao seu computador que você o fez. Ele está aguardando feliz da vida que você dê o sinal para começar.

 

A AMOSTRA NA COLUNA

 

Agora que a amostra está na coluna, você pode querer saber o que acontece com a mistura. Eu disse mistura? Certamente, pois, tal como na cromatografia de camada fina e na cromatografia de coluna, você pode utilizar CG para determinar a composição ou pureza de sua amostra.

Vamos começar com dois componentes, A e B, e seguir suas trajetórias através de uma coluna de adsorção. Se A e B são diferentes, eles vão ficar retidos no adsorvente com intensidades diferentes e passar mais ou menos tempo se deslocando junto com o gás carreador. Ocasionalmente, um deles chegará na frente do outro. Ocorre, então, a separação — exatamente como na cromatografia em camada fina ou em coluna. A diferença é que, aqui, as amostras são vaporizadas, por isso o nome cromatografia em fase gasosa (CFG).

Alguns dos adsorventes são cobertos com uma fase líquida. A maioria deles é um líquido de alto ponto de ebulição, e alguns têm aspecto de cera ou sólido à temperatura ambiente. Ainda assim, são fases líquidas. Então, os diferentes componentes da mistura que você injeta passam tempos distintos na fase líquida e, novamente, você consegue separar os componentes de sua amostra. Por isso, a técnica é conhecida como cromatografia gás-líquido (CGL). Você pode usar um mesmo adsorvente e diferentes fases líquidas, mudando assim as características de cada coluna. É possível ver como os componentes da amostra se distribuem entre as fases líquida e gasosa e se separam de acordo com sua massa molecular, polaridade, tamanho etc., fazendo com que essa técnica seja conhecida também como cromatografia de partição em fase líquida?