Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno
Capítulo 31 Cromatografia Líquida de Alta Eficiência
CLAE. Isso é cromatografia líquida de alta eficiência, ou cromatografia líquida de alta resolução ou cromatografia líquida de alta pressão, ou alguma outra coisa? Provavelmente é mais fácil considerá-la uma mistura sutil da cromatografia de coluna e da cromatografia a gás (veja os
Capítulos 28 e 30, respectivamente).
Em vez de deixar a gravidade puxar o solvente através do adsorvente pulverizado, o líquido é bombeado sob pressão. Inicialmente, foram empregadas altas pressões [1000-5000 psig (libras por polegada quadrada, 1 psig = 0,068948 bar)] para empurrar um líquido através de um sólido firmemente empacotado. Porém, a técnica também funciona bem em pressões inferiores (250 psig), daí o nome de cromatografia líquida de alta resolução.
A partir daí, a montagem (Fig. 31.1) assemelha-se muito à cromatografia a gás. Embora uma fase líquida móvel substitua a corrente de hélio, os compostos são colocados em uma coluna através de uma porta de injeção, ou usando um injetor automático. Eles separam-se dentro de uma coluna cromatográfica da mesma maneira que em CG, levando mais ou menos tempo em um líquido que se move, e os compostos separados passam por um detector. Lá, à medida que as quantidades de cada composto passam pelo detector, são transformadas em sinais elétricos e exibidas na tela de um computador na forma de picos de CLAE que se parecem com picos de CG. Você também deverá ter o sentimento de que a análise desses picos de CLAE é feita de modo semelhante aos picos de CG, porque é assim.
Novamente, existe muita variedade entre sistemas de CLAE, então o que eu disser não se aplica necessariamente ao seu próprio sistema em todos os aspectos. Porém, deverá ajudar.