Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno

Melhorando a Técnica

É interessante que você tenha uma ideia acerca da altura que 0,5, 1,0, 1,5 e 2,0 mL de líquido ficam dentro da pipeta. Para isso, simplesmente meça essas quantidades e as coloque na pipeta e olhe. Eu marcaria uma pipeta com todos esses volumes e a manteria como referência. Marcar suas pipetas de trabalho pode ficar confuso, principalmente quando as marcações se dissolvem no produto. E raspar uma pipeta com uma lixa é arranjar problema. Deixe a raspadura molhar, mais uma pequena pressão lateral e — pronto — é o fim da pipeta.

 

Operação

Sei que não tenho de fazer experimentos neste livro, mas eis aqui algo que firmemente sugiro que você faça (traduzindo: Faça-o!). Trabalhe na capela. Use óculos de segurança. Não aponte a extremidade da pipeta para ninguém, nem para si mesmo.

Experimento: Coloque alguns mililitros de dietil éter em um tubo de ensaio. Adapte um bulbo de borracha a uma pipeta Pasteur. Aqueça a pipeta na sua mão por cerca de um minuto. Agora pipete um pouco de éter e observe.

Se tudo correu bem, o éter provavelmente saiu em forma de esguicho pela extremidade da pipeta. Uma parte do éter evaporou na pipeta e, então, o vapor encheu a pera e empurrou o líquido para fora. Vários líquidos podem fazer isso, e se você nunca pipetou nada antes, a não ser água, o comportamento desses líquidos é bastante surpreendente.

Não vire a pipeta e a pera de cabeça para baixo. O líquido entra na pera de borracha e pode estragar a pera ou contaminar outras amostras. Mantenha as peras em posição vertical e limpas.

 

Melhorando a Técnica Existem duas “soluções” para o problema da pressão de vapor:

 

1. Pré-umedeça a pipeta com o solvente que você vai colocar nela.

Puxe-o e então expulse o solvente duas ou três vezes. Assim que o

vapor enche a pipeta, a perda de solvente (conforme observado

anteriormente) é muito mais lenta, ou mesmo interrompida. Mesmo

assim, tenha cuidado. Não aperte ou solte a pera rapidamente; não

deixe sua mão preaquecer ou esquentar a pipeta enquanto a manuseia.

2. Coloque uma rolha nela. Melhor dizendo, um tampão de algodão.

Mayo et al. sugerem que você empurre uma bolinha de algodão por

toda a extensão da parte estreita da pipeta com um fio de cobre, rinse

o algodão com 1 mL de metanol e então 1 mL de hexano, e deixe o

algodão secar antes de usar (Fig. 7.2a). Com todas as suas pipetas.

Uma vez que você tenha ficado bom nisso, não vai levar todo o

período da aula de laboratório para prepará-las. É claro que você

pode apenas ficar bom no tomar cuidado com esse fenômeno da

pressão do solvente.

Fiquei sabendo que uma segunda vantagem de colocar algodão em todas as pipetas é que toda vez que é feita uma transferência, o material é automaticamente filtrado. Coloque material dentro da pipeta, e a sujeira fica presa no tampão de algodão. Esguiche o material para fora, e toda a sujeira fica no algodão. Nunca volta nenhuma. É. Claro. Acredito, acredito… Mas, de qualquer forma, não use muito algodão! Aqui, um pouco é melhor do que muito.