Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno

Capítulo 26 Cromatografia: Alguns Aspectos Gerais

Cromatografia é o meio mais conveniente de se separar compostos para purificá-los e identificá-los. De fato, as separações de compostos coloridos em tiras de papel deram o nome à técnica. Embora existam muitos diferentes tipos de cromatografia, todas as formas mantêm semelhanças tremendamente marcantes. Cromatografia de camada fina, de coluna úmida e de coluna seca são técnicas comuns que você vai encontrar por aí.

A cromatografia que vamos considerar funciona por diferença de polaridade. (Isso não é rigorosamente verdade para todos os tipos de cromatografia, mas não estou inclinado a escrever uma tese de 350 páginas sobre o assunto, quando tudo que você pode precisar fazer é separar as tintas com cores diferentes que um marcador preto contém.)

 

ADSORVENTES

 

A primeira coisa que você precisa é de um adsorvente, um material poroso que consegue sugar líquidos e soluções. Papel, sílica gel, alumina (óxido de

alumínio ultrafino), amido de milho e kitty litter1* (não é usada) são todos bons adsorventes. Entretanto, apenas os três primeiros são utilizados em cromatografia. Pode ser que você precise ou não de suporte sólido para eles. O papel fica unido, é bastante rígido e consegue ficar em pé por si só. A sílica gel, a alumina, o amido de milho e a kitty litter são mais ou menos pós e precisam de um suporte sólido, como um prato de vidro, para sustentá-los.

Agora você tem um adsorvente em algum suporte, ou um adsorvente que se autossustenta, como uma tira de papel. Você tem também uma mistura de coisas que deseja separar. Então, dissolve a mistura em um solvente bem volátil, como o cloreto de metileno, e coloca um pouco dela sobre o adsorvente. Está adsorvida! Presa e retida no adsorvente. Mas, como você tem uma mistura de coisas diferentes, essas coisas diferentes ficam retidas no adsorvente com intensidades diferentes.