Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno

Que Ele Seja Mais Bem Resolvido...

1. Relaxação spin-rede. Diz-se que a amostra de RMN contida no tubo

está, como um todo, em uma rede. Todos os núcleos na rede estão em

movimento de vibração e rotação, criando um campo magnético

muito complexo. Alguns dos componentes da rede podem interagir

com os prótons no estado de mais alta energia aumentando a energia

de rotação e vibração da rede como um todo, levando a um pequeno

aumento de temperatura da amostra. O tempo necessário para os

núcleos retornarem ao estado de mais baixa energia é denominado T 1.

2. Relaxação spin-spin. Nesse caso, um próton em um estado de mais

alta energia interage com um próton vizinho em um estado de mais

baixa energia e eles trocam de estado quântico. Assim, o próton

recém-excitado e preterido perde sua energia à medida que um próton

diferente ganha aquela energia. O tempo que leva para o próton

perder aquela energia é denominado T2.

 

QUE ELE SEJA MAIS BEM RESOLVIDO...

 

Certamente, a 300 MHz, a diferença de energia entre α e β é maior que a 60 MHz. E, certamente, isso faz com que a diferença entre a população dos dois estados seja maior a 300 MHz e menor a 60 MHz. E, certamente, isso torna a técnica mais sensível a 300 MHz que a 60 MHz.

Operar à frequência básica mais alta aumenta a resolução, como também a sensitividade. Por mais que queiramos nos livrar da utilização de frequências (Hz) em RMN para usarmos δ (partes por milhão), Hz sempre estará presente. Digamos que há dois sinais de RMN, um a 3,0 δ e outro a 4,0 δ. Eles estão separados por 1,0 δ, qualquer que seja a frequência do instrumento. Logo, em um instrumento de 60 MHz, eles estão separados por 60 Hz e, em um instrumento de 300 MHz, sua separação é cinco vezes maior, porque há 300 Hz — e não 60 Hz — na separação. Esse fato poderia guiar a diferença entre descrever um multipleto não resolvido e descrever um padrão discernível e analisável de picos de RMN.