Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno
Capítulo 30 Cromatografia a Gás
A cromatografia a gás (CG) pode também ser denominada cromatografia em fase gasosa (CFG, ou sigla em inglês, VPC) ou cromatografia gás-líquido (CGL, ou sigla em inglês, GLC). Em geral, tanto a técnica quanto o instrumento ou o cromatograma são denominados CG:
“Ligue o CG” (o instrumento) “Analise sua amostra por CG” (execute a técnica) “Retire os dados de um CG” (analise o cromatograma)
Já mencionei a semelhança entre todas as cromatografias, e não é o fato de se utilizar aqui um dispositivo eletrônico que vai nos fazer ter a sensação de que algo basicamente diferente esteja acontecendo.
A FASE MÓVEL: GÁS
Em uma coluna cromatográfica, a fase móvel é um líquido que transporta o seu material através do adsorvente. Denominei essa fase de eluente, você se lembra? Aqui, um gás é usado para empurrar, ou carrear, sua amostra vaporizada, e esse gás é chamado de fase móvel.
O gás carreador é geralmente hélio, embora o nitrogênio também possa ser usado. Você utiliza uma seringa de microlitro, através de uma porta de injeção, para injetar sua amostra nesse fluxo de gás e, então, na coluna. Se sua amostra é uma mistura, os compostos se separam na coluna e atingem o detector em tempos diferentes. À medida que cada componente atinge o detector, este gera um sinal elétrico. Geralmente o sinal vai para um sistema de atenuação e, então, para um computador,
para registrar o sinal. Sei que essa é uma descrição bastante geral, e a Fig.
30.1 é um diagrama muito simplificado. Entretanto, existem muitos tipos diferentes de CG, de forma que não vale a pena ser muito específico sobre suas formas de operação. Consulte seu professor, embora isso não signifique que não possamos falar sobre algumas coisas.