Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno

Guia de Interpretações: Espectro #2 (Tolueno) e Espectro #3 (p-Diclorobenzeno)

FIGURA 33.4 RMN do tolueno — espectro #2 (na parte de cima); RMN do p-diclorobenzeno — espectro #3 (na parte de baixo).

 

Guia de Interpretações: Espectro #2 (Tolueno) e

Espectro #3 (p-Diclorobenzeno) (Fig. 33.4)

Primeiro a figura na parte superior. RMN: tolueno (5H, 7,2δ, 3H, 2,34δ). Bem, 3H deve ser uma metila — e é. O outro sinal é razoavelmente largo, centrado em 7,2δ. 7,2! Nossa! O último próton que estava tão afastado precisou de três — conte-os —, três cloros altamente eletronegativos para puxar densidade eletrônica suficiente do próton para desblindá-lo o bastante para levá-lo tanto à esquerda. O que está acontecendo nesse caso?

Os elétrons em ligações π interagem fortemente com o campo magnético externo e geram seu próprio pequeno campo magnético local. Esse campo local não é esfericamente simétrico; ele pode blindar ou desproteger prótons, dependendo de onde se encontram os prótons — é um

campo anisotrópico. A Fig. 33.5 mostra alguns grupos funcionais comuns — grupos aromáticos, carbonila, alquenila e alquinila — com suas regiões de blindagem com sinais positivos nelas, e regiões de desblindagem com sinais negativos.

Observe novamente o sinal dos cinco prótons sobre o anel, a 7,2δ. Usando as indicações a, a’ e a’’, estou dizendo a você que as descrições para cada um deles NÃO são as mesmas. Ambos os a estão próximos do CH 3, os hidrogênios a’’ estão mais afastados e a’ também é diferente. O banco de dados SDBS (e todo mundo) pode chamar todos os cinco prótons sobre o anel de “tipo a”. É uma notação simplificada. “Aqui estão todos os prótons... Eles estão todos no mesmo anel... Eles são todos do mesmo tipo... tipo a.” Compare isso como o sinal de 7,25δ no espectro do p-diclorobenzeno (#3), em que as descrições de todos os prótons são realmente as mesmas, e eles também são todos chamados de “tipo a”.