Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno

Ponto de Ebulição em Ultramicroescala

parecer que você obtém uma temperatura, mais que uma faixa, ainda

que pequena, se esfria a amostra rápido demais.

 

PONTO DE EBULIÇÃO EM

 

ULTRAMICROESCALA

 

A única modificação, caso possa chamá-la assim, da técnica de ultramicroescala é realizá-la em uma escala ainda menor. O tubo de ensaio onde você coloca sua amostra torna-se um capilar para ponto de fusão, e o capilar de extremidade fechada para cima e extremidade aberta para baixo, para ponto de fusão, é uma versão menor que você mesmo tem que fabricar! Usando outro capilar para ponto de fusão, nada menos.

Aqueça a seção mediana de um tubo capilar de extremidade aberta para ponto de fusão, e cuidadosamente estire o vidro para formar uma seção capilar ainda menor. Quebre essa seção em duas — como se estivesse

fazendo um marcador capilar (veja o Capítulo 27, “Cromatografia de camada fina”). Nesse ponto você sela a extremidade estreita de cada “marcador capilar”, e então quebra esse tubo estreito da seção maior original não modificada do tubo capilar para ponto de fusão. Aí está — dois tubos capilares muito estreitos, fininhos. Coloque esses tubos, que têm cerca de 5 a 8 mm de comprimento, no capilar maior para ponto de fusão, extremidade aberta para baixo e extremidade fechada para cima. Se isso parecer familiar, bem, deveria mesmo parecer. Trata-se de uma versão menor da montagem de tubo de ensaio e capilar para ponto de fusão descrita anteriormente. E você aquece isso, colocando-o em uma

aparelhagem de ponto de fusão! (Veja o Capítulo 12, “Experimento do ponto de fusão”.) Como de costume, além dos mesmos problemas na determinação do ponto de ebulição que você teve na montagem maior, a montagem anterior, esta tem seu próprio conjunto de problemas:

1. Enchendo o capilar de ponto de fusão com a amostra. A única

maneira prática de fazer isso é com uma seringa. Você enche a

seringa com seu líquido e o esguicha dentro do tubo capilar (veja o

Capítulo 8, “Seringas, agulhas e septos”). Geralmente, as agulhas são

curtas demais para colocar o líquido diretamente no fundo do capilar

para ponto de fusão, então você provavelmente terá de centrifugar o

tubo para forçar o líquido até o fundo.

2. Fazendo o capilar estreito, fininho, mas não suficientemente

estreito. Se for esse o caso, então sua amostra líquida ficará entre as

paredes do capilar para ponto de fusão e seu capilar feito à mão, e

você pode não ter um reservatório suficientemente grande de líquido

no fundo do capilar para ponto de fusão para as bolhas se formarem.

3. Fazendo o capilar estreito, fininho, mas não suficientemente

pesado. Se seu capilar feito à mão for muito leve (geralmente por ser

curto demais), então poderá flutuar no capilar para ponto de fusão e

dar resultados que poderiam ter difícil interpretação. Uma das

maneiras de ter certeza de que seu capilar caseiro é suficientemente

pesado (além de torná-lo excessivamente longo — não faça isso!

Algo com cerca de 5 a 8 mm de comprimento já está bom!) é

certificar-se de deixar um pouco de sílica fundida na extremidade

para ajudar a dar peso ao capilar caseiro. No entanto, tenha cuidado.

Se ficar criativo demais e deixar uma massa realmente incomum de

vidro na extremidade, seu capilar caseiro pode ficar entalado na parte

superior do capilar para ponto de fusão.

Bem, isso é tudo sobre a técnica de determinação do ponto de ebulição em ultramicroescala, a não ser o fato de que você ainda terá os mesmos problemas que já foram descritos da técnica de determinação do ponto de ebulição em microescala.

 

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