Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno
Capítulo 5 Juntas em Microescala
■ Não aperte as tampas excessivamente.
MICROESCALA: ALGUMAS PALAVRAS
Microescala é pequeno. Mas pequeno quanto? Bem, não existe um limite absoluto, mas alguns sugerem que 10 g seja macroescala, 1 g seja semimicroescala, e 0,1 g seja realmente microescala. Agora, 0,1 g de um sólido realmente é algo. Uma pastilha de KBr (brometo de potássio) para infravermelho utiliza 0,01 g (10 mg) e uma RMN (ressonância magnética nuclear) que utiliza cinco vezes mais (50 mg), deixa 40 mg para você trabalhar (ponto de fusão, testes químicos, e assim por diante). Agora, 0,1 g de um líquido é muito pouco. E se você supõe que há cerca de 20 gotas/mL para um líquido médio e um líquido médio tem uma massa específica de 1 g/mL, você tem duas gotas inteiras em microescala: uma gota para o IV, uma para o RMN e para o ponto de ebulição... Epa!
Felizmente, a maioria dos experimentalistas desvia a escala de forma que você obtenha próximo de 1 g (aproximadamente 1 mL) quando prepara um produto líquido. Isso não lhe dá licença para fazer um trabalho malfeito! Apenas tenha cuidado. Não coloque automaticamente seu produto líquido no maior recipiente que você tem. Uma grande porção do seu líquido pode se perder muito rapidamente.
Neste capítulo, coloquei desenhos de equipamentos para microescala que tive oportunidade de utilizar, juntamente com algumas discussões sobre anéis de vedação, recipientes cônicos, tubos de secagem, e por aí vai. Coloquei descrições completas de certos aparelhos de microescala junto com as operações em que são empregados. Assim, tubos de Craig aparecem com recristalização; o destilador de Hickman vem junto com destilação. ANÉIS O-RING