Manual de Sobrevivência no Laboratório de Química Orgânica: Guia de Técnicas para o Aluno
A Unidade de Bombeamento e Amortecimento de Pulsos
FIGURA 31.1 Digrama de bloco de uma montagem de CLAE com injeção manual.
A Unidade de Bombeamento e Amortecimento de Pulsos
O sistema de bombeamento mais comum é a bomba recíproca. A bomba tem uma haste de rubi recíproca que se move para trás e para a frente. No curso para trás, a bomba carrega um pouquinho de solvente; então, no curso para a frente, ela o esguicha para fora sob pressão. Se você quiser aumentar a quantidade de líquido que passa pelo sistema, pode variar a extensão do cursor de zero até um máximo preestabelecido utilizando o computador. O software e o controlador não devem permitir que se comece a operação com a bomba no máximo; um golpe forte pode danificar o pistão.
FIGURA 31.2 Recipiente firmemente selado, com filtro interno, para distribuir eluente.
Como a haste é recíproca (isto é, vai para trás e para a frente), seria de esperar grandes oscilações de pressão, e pulsos de pressão realmente ocorrem. É por isso que são feitos os amortecedores de pulsos. Um tubo espiralado fica preso à bomba no lado oposto à coluna. Ele é preenchido com o eluente que passa através do sistema. No cursor à frente, o solvente é comprimido para dentro desse tubo, e simultaneamente uma quantidade de solvente é empurrada para dentro da coluna. No cursor para trás, enquanto a câmara da bomba se enche novamente, o eluente, que pressionamos para dentro do amortecedor de pulsos, esguicha para dentro da coluna. As válvulas da bomba cuidam do direcionamento do fluxo. Assim que o eluente na tubulação do amortecedor de pulsos folga, as grandes variações de pressão, essencialmente de zero até talvez 1000 psig, são regularizadas. Elas não desaparecem, indo de cerca de 100 psig em uma das duas direções, mas esses pulsos amortecidos agora são pequenos demais para serem sentidos pelo detector. Eles também não aparecem na tela do computador.