Um Mundo à Parte

Jodi Picoult · Capítulo 8 de 121

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Um Mundo à Parte

CASO 2: Ironia básica

 

 

Imette St. Guillen era uma aluna brilhante tentando conseguir um diploma de justiça criminal em Nova York. Em uma noite de inverno em 2006, ela saiu para beber com amigos e acabou se separando deles e indo para o SoHo, de onde ligou para uma amiga para dizer que estava em um bar. Nunca mais voltou para casa. Seu corpo nu foi encontrado a mais de vinte quilômetros de distância, em uma área deserta perto do Belt Parkway, no Brooklyn, enrolado em uma colcha florida. O cabelo tinha sido cortado de um lado, as mãos e os pés estavam amarrados com fitas plásticas, ela havia sido amordaçada com uma meia e o rosto estava enrolado em fita adesiva grossa. Tinha sido estuprada, sodomizada e estrangulada.

Foi encontrado sangue em uma das fitas plásticas, mas o teste de DNA revelou que não pertencia à vítima. Em vez disso, correspondia ao de Darryl Littlejohn, um segurança que recebera a ordem de retirar a jovem bêbada do bar por volta das quatro da manhã. Testemunhas disseram que eles discutiram antes de sair do bar.

Também foram encontradas fibras na casa de Littlejohn que combinavam com as observadas na fita adesiva no corpo da vítima.

Littlejohn também foi acusado de um segundo rapto e agressão de outra universitária, que havia conseguido fugir depois de ele ter fingido ser um policial, a algemado e jogado dentro de sua van.

E Imette St. Guillen, tragicamente, deixou de ser uma estudante de justiça criminal e se tornou um caso para ilustrar as aulas de análise forense de DNA.