Um Mundo à Parte

Jodi Picoult · Capítulo 17 de 121

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Um Mundo à Parte

CASO 3: Alardeou, troçou, miou

 

Dennis Rader era um homem casado com dois filhos já crescidos, ex-líder dos escoteiros e presidente de sua igreja luterana. Também era — como trinta e um anos de investigações revelaram — o serial killer conhecido como ATM, abreviatura de Amarra, Tortura e Mata, seu método para assassinar dez pessoas na região de Wichita, Kansas, entre 1974 e 1991. Depois das mortes, cartas eram enviadas à polícia gabando-se dos assassinatos e oferecendo detalhes macabros. Depois de vinte e cinco anos de silêncio, cartas e pacotes reapareceram em 2004, reivindicando a responsabilidade por um assassinato do qual ele não havia sido suspeito. Foi feito um teste de DNA com uma amostra recolhida de baixo das unhas de uma vítima, e as autoridades coletaram mil e cem amostras de DNA, na tentativa de encontrar o serial killer.

Em uma das comunicações de ATM, um disquete de computador enviado pelo correio para a KSAS-TV, metadados do documento em Microsoft Word revelaram que o autor era alguém chamado Dennis, além de indicar uma ligação com a Igreja Luterana. Por meio de buscas na internet, a polícia conseguiu encontrar um suspeito: Dennis Rader. Depois de obter o DNA de sua filha e compará-lo com as amostras de DNA encontradas nas vítimas, a polícia conseguiu fazer uma correspondência familiar que lhe deu motivo suficiente para uma ordem de prisão. Ele foi sentenciado a prisão perpétua.

Portanto, para todos vocês que surfam pela internet procurando pornografia ou passam o tempo livre escrevendo manifestos anarquistas: cuidado. Você nunca pode se livrar de fato de algo que foi feito em seu computador.