Um Mundo à Parte

Jodi Picoult · Capítulo 3 de 121

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Um Mundo à Parte

Emma

 

Para onde quer que eu olhe, há sinais de luta. Vej o a correspondência toda espalhada pelo chão da cozinha, e os banquinhos caídos. O telefone foi derrubado da base e a bateria balança pendurada em um em aranhado de fios. Há um a única e leve pegada na porta da sala de estar, apontando para o corpo m orto de m eu filho, Jacob.

Ele está esparram ado com o um a estrela-do-m ar na frente da lareira. Sangue cobre suas têm poras e m ãos. Por um m om ento, não consigo m e m over nem respirar.

De repente, ele se senta.

— Mãe — diz Jacob —, você não está nem tentando.

Isso não é real, lem bro a m im m esm a, enquanto o vej o deitar de novo exatam ente na m esm a posição: de costas, com as pernas dobradas para a esquerda.

— Hum m , houve um a briga — digo.

Os lábios de Jacob m al se m ovem .

— E...?

— Você foi atingido na cabeça.

Então eu m e aj oelho, com o ele m e instruiu centenas de vezes a fazer, e noto um pacote envolto em papel de em brulho m e espiando de baixo do sofá. É pesado. Eu o pego com cuidado e vej o sangue em um dos cantos. Com o dedinho, toco o líquido e provo.

— Ah, Jacob, não vá m e dizer que você usou todo o m eu xarope de m ilho outra vez.

— Mãe! Foco!

Sento no sofá, com o pacote nas m ãos.

— Ladrões entraram e você lutou com eles.

Jacob se senta e suspira. A m istura de corante alim entício e xarope de m ilho form ou um a pasta em seus cabelos escuros; seus olhos brilham , em bora não encontrem os m eus.

— Você acha m esm o que eu ia encenar a m esm a cena do crim e duas vezes?

Ele abre um a das m ãos e só então vej o um tufo de cabelos claros. O pai de Jacob tem cabelos cor de palha... ou pelo m enos tinha quando nos abandonou quinze anos atrás, deixando-m e com Jacob e Theo, seu loiro irm ãozinho recém -nascido.

— O Theo m atou você?

— Sério, m ãe, até um a criança de j ardim da infância teria resolvido esse caso — diz Jacob, levantando-se. Sangue falso escorre pela lateral de seu rosto, m as ele nem percebe; quando está intensam ente focado na análise da cena de um crim e, acho que um a bom ba nuclear poderia explodir a seu lado que ele nem piscaria. Ele cam inha até a pegada na borda do tapete e aponta. Agora, olhando m elhor, reparo na sola quadriculada do tênis de skate Vans que Theo econom izou durante m eses para com prar e na últim a m etade do logotipo da m arca, NS, gravada na sola de borracha.

— Teve um a briga na cozinha — Jacob explica. — Term inou com o telefone sendo j ogado em defesa e eu sendo perseguido até a sala, onde o Theo m e em pacotou.

Não pude conter um sorriso.

— Onde você ouviu esse term o?

— No CrimeBusters, episódio quarenta e três.

— Bom , só para você saber... isso significa m atar alguém . Não acertar a pessoa com um pacote.

Jacob apenas pisca, sem expressão. Ele vive em um m undo literal; é um a das m arcas distintivas de seu diagnóstico. Anos atrás, quando estávam os nos m udando para Verm ont, ele perguntou com o era o lugar. Muito verde, eu disse, e colinas que sobem e descem como ondas. Ao ouvir isso, ele se pôs a chorar. Elas não vão machucar a gente?

— Mas qual é o m otivo? — pergunto, e, com o para m e dar a resposta, Theo desce as escadas furioso.

— Cadê o pirado? — ele grita.

— Theo, j á falei para não cham ar seu irm ão...

— Que tal eu parar de cham á-lo de pirado quando ele parar de roubar coisas do m eu quarto?

Entrei instintivam ente entre ele e o irm ão, em bora Jacob sej a um a cabeça m ais alto que nós dois.

— Eu não roubei nada do seu quarto — Jacob diz.

— Ah, é? Que tal m eu tênis?

— Eles estavam no corredor — Jacob especifica.

— Retardado — Theo diz baixinho, e vej o um brilho de fogo nos olhos de Jacob.

— Eu não sou retardado — ele grunhe e avança em direção ao irm ão.

Com o braço estendido, eu o m antenho afastado.

— Jacob — digo —, você não deve pegar nada do Theo sem pedir perm issão. E Theo, não quero ouvir essa palavra sair da sua boca outra vez ou eu vou pegar seu tênis e j ogar no lixo. Fui clara?

— Vou sair — Theo m urm ura e se afasta batendo os pés. Um m om ento depois, escuto a porta da frente bater.

Sigo Jacob até a cozinha e o vej o se encolher em um canto.

— O que temos aqui — Jacob m urm ura, com a voz subitam ente arrastada — é... uma falha de comunicação — e se agacha, abraçando os j oelhos.

Quando não consegue encontrar as palavras para expressar com o se sente, ele as tom a em prestadas de alguém . Essas vêm do film e Rebeldia indomável; Jacob lem bra os diálogos de todos os film es que j á viu.

Conheci m uitos pais cuj os filhos estão na extrem idade inferior do espectro do autism o, crianças diam etralm ente opostas a Jacob, com seu Asperger. Eles m e dizem que tenho sorte de ter um filho tão falante, incrivelm ente inteligente, que pode desm ontar o forno de m icro-ondas e deixá-lo pronto para funcionar de novo um a hora m ais tarde. Acham que não há inferno m aior do que ter um filho trancado em seu próprio m undo, inconsciente de que há um universo m ais am plo a explorar. Mas experim ente ter um filho trancado em seu próprio m undo e que, m esm o assim , quer se conectar. Um filho que tenta ser com o todo m undo, m as não sabe com o.

Estendo a m ão para confortá-lo, m as m e detenho. Um leve toque pode fazer Jacob estourar. Ele não gosta de apertos de m ão, palm adinhas nas costas ou que m exam em seu cabelo.

— Jacob — com eço, e então percebo que ele não está am uado.

Ele levanta o receptor do telefone sobre o qual estava arqueado, para que eu possa ver um a m ancha preta na lateral.

— Você tam bém não viu esta im pressão digital — diz ele, alegrem ente. — Não m e leve a m al, m as você seria um a péssim a investigadora de cenas de crim e. — Ele tira um a folha de papel toalha do rolo e a m ergulha na pia. — Não se preocupe, vou lim par todo o sangue.

— Você ainda não m e contou o m otivo do Theo para m atar você.

— Ah. — Jacob m e olha sobre o om bro, com um sorriso m aroto no rosto. — Foi porque eu roubei o tênis dele.

 

Na m inha cabeça, Asperger é um rótulo para descrever não os traços que Jacob tem, m as os que ele perdeu. Foi por volta dos dois anos de idade que ele com eçou a abandonar palavras, parar de fazer contato visual, evitar conexões com as pessoas. Ele não nos ouvia, ou não queria nos ouvir. Um dia, olhei para ele, deitado no chão ao lado de um cam inhãozinho de brinquedo. Ele estava girando as rodinhas, com o rosto a poucos centím etros de distância de m im , e pensei: Para onde você foi?

Eu dava desculpas para seu com portam ento: a razão de ele se encolher no fundo do carrinho toda vez que íam os fazer com pras era que estava frio no superm ercado. As etiquetas que eu tinha de cortar de suas roupas eram incom um ente ásperas. Quando ele não conseguia fazer contato com nenhum a criança na pré-escola, organizei um a festa de aniversário com pleta para ele, com balões de água e brincadeira de espete o rabo no burrinho. Fazia m ais ou m enos m eia hora que a festa havia com eçado quando, de repente, dei pela falta de Jacob. Eu estava grávida de seis m eses e fiquei histérica. Outros pais com eçaram a procurá-lo no j ardim , na rua, na casa. Fui eu que o encontrei, sentado no porão, inserindo e ej etando repetidam ente um a fita de videocassete. Quando ele foi diagnosticado, eu m e acabei em lágrim as. Isso foi em 1995, e a única experiência que eu havia tido com autism o fora com Dustin Hoffm an em Rain Man. De acordo com o prim eiro psiquiatra que consultam os, Jacob sofria de um com prom etim ento da com unicação e do com portam ento social, sem o déficit de linguagem que era a m arca de outras form as de autism o. Ainda levou alguns anos até ouvirmos pela prim eira vez a palavra Asperger — ela sim plesm ente ainda não estava no radar diagnóstico de ninguém . Mas então eu j á tinha Theo, e Henry, m eu ex, fora em bora. Ele era program ador de com putadores, trabalhava em casa e não suportava os acessos de Jacob cada vez que a m enor coisinha o irritava: um a luz brilhante no banheiro, o som da van no cascalho da entrada de casa, a textura do cereal no café da m anhã. Nessa altura, eu j á havia m e dedicado inteiram ente aos prim eiros terapeutas intervencionistas de Jacob — um entra e sai de pessoas que vinham à nossa casa decididas a arrastá-lo para fora de seu m undinho particular. Quero minha casa de volta, Henry m e disse. Quero você de volta.

Mas eu j á havia notado que, com a terapia com portam ental e a fonoaudiologia, Jacob tinha com eçado a se com unicar outra vez. Eu via o progresso. Ou sej a, não havia um a escolha a ser feita.

Na noite em que Henry foi em bora, Jacob e eu nos sentam os à m esa da cozinha e fizem os um j ogo. Eu fazia um a expressão facial e ele tentava adivinhar qual era a em oção correspondente. Eu sorria, em bora estivesse chorando, e esperava Jacob m e dizer que eu estava feliz.

Henry m ora com sua nova fam ília no Vale do Silício. Ele trabalha na Apple e raram ente fala com os m eninos, em bora envie um cheque religiosam ente todos os m eses para a pensão dos filhos. Mas Henry sem pre foi m esm o bom com organização. E com núm eros. Sua capacidade de m em orizar um artigo do New York Times e repeti-lo palavra por palavra, que parecera tão academ icam ente sexy quando estávam os nam orando, não era tão diferente assim do m odo com o Jacob conseguia m em orizar toda a program ação da TV aos seis anos. Foi só anos depois de Henry ter partido que eu o diagnostiquei com um leve traço de Asperger tam bém .

Há m uita discussão sobre se a síndrom e de Asperger pertence ou não ao espectro do autism o, m as, para ser sincera, não im porta. É um term o que usam os para obter para Jacob as adaptações de que ele precisa na escola, não um rótulo para explicar quem ele é. Se você o encontrasse agora, a prim eira coisa que notaria é que ele talvez tenha se esquecido de trocar a cam isa de ontem ou de pentear os cabelos. Se quiser falar com ele, você tem que iniciar a conversa. Ele não o olhará nos olhos. E, se fizer um a pausa para falar com outra pessoa por um breve m om ento, é bem capaz que, ao se virar de volta, descubra que Jacob foi em bora da sala.

 

Aos sábados, Jacob e eu saím os para com prar com ida.

É parte de sua rotina, o que significa que raram ente nos desviam os disso. Qualquer novidade precisa ser introduzida com antecedência e ter um a preparação, sej a um a consulta ao dentista, ou um a viagem de férias, ou um aluno novo transferido para sua classe de m atem ática no m eio do ano. Eu sabia que sua cena do crim e sim ulada estaria com pletam ente lim pa antes das onze horas, porque é então que a Moça das Am ostras Grátis m onta a m esa na frente da Townsend Food Co-op. Ela j á reconhece Jacob assim que o vê e geralm ente lhe dá dois m inirrolinhos prim avera, ou m inibruschettas, ou o que quer que estej a oferecendo naquela sem ana.

Theo ainda não voltou, então deixei um bilhete, em bora ele conheça a program ação tão bem quanto eu. Enquanto pego o casaco e a bolsa, Jacob j á está sentado no banco traseiro. Ele gosta de sentar ali, porque pode se esticar. Jacob não tem carteira de m otorista, apesar de esse ser um m otivo habitual de discussão, porque ele tem dezoito anos e j á poderia ter tirado a habilitação dois anos atrás. Ele conhece todo o funcionam ento m ecânico de um sem áforo e, provavelm ente, poderia desm ontar um e m ontá-lo de novo, m as não estou totalm ente convencida de que, em um a situação com vários outros carros vindo de diferentes direções, ele seria capaz de se lem brar se deve parar ou seguir em um cruzam ento.

— O que você ainda tem que fazer de lição de casa? — pergunto, enquanto saím os para a rua.

— Aquela idiotice de inglês.

— Inglês não é idiotice — digo.

— Mas m eu professor de inglês é. — Ele faz um a careta. — O sr. Franklin m andou fazer um a redação sobre a nossa m atéria favorita e eu queria escrever sobre sanduíche, m as ele não deixou.

— Por quê?

— Ele diz que sanduíche não é um a m atéria.

Dou um a olhadinha para ele.

— E não é.

— Com o não? — diz Jacob. — Sanduíche não tem substância? Ele devia saber disso.

Disfarço um sorriso. A leitura literal do m undo que Jacob faz pode ser, dependendo das circunstâncias, m uito engraçada ou m uito frustrante. Pelo espelho retrovisor, eu o vej o pressionar o polegar contra a j anela do carro.

— Está frio dem ais para im pressões digitais — digo naturalm ente. Foi algo que ele m esm o m e ensinou.

— Mas você sabe por quê?

— Hum m ... — Olho para ele. — Os sinais se desfazem quando está abaixo do ponto de congelam ento?

— O frio estreita os poros que liberam suor — Jacob explica —, então as secreções são reduzidas, o que faz com que a m atéria não se prenda à superfície e deixe um a im pressão visível no vidro.

— Esse era o m eu segundo palpite — brinco.

Eu costum ava cham á-lo de m eu geniozinho, porque, m esm o quando pequeno, ele vinha com explicações desse tipo. Lem bro que, um a vez, aos quatro anos de idade, ele estava lendo a placa do consultório de um m édico quando o carteiro passou e não pôde deixar de olhar com espanto, j á que não é todo dia que se ouve um a criança dessa idade pronunciar a palavra gastroenterologia com absoluta clareza.

Entro no estacionam ento. Ignoro um a vaga perfeita, porque ao lado havia um faiscante carro laranj a, e Jacob não gosta da cor laranj a. Posso senti-lo segurar a respiração até term os passado. Saím os do carro e ele corre para pegar um carrinho de com pras; entram os, então, no superm ercado.

O lugar que a Moça das Am ostras Grátis costum a ocupar está vazio.

— Jacob — digo im ediatam ente —, não tem im portância.

Ele olha para o relógio.

— São onze e quinze. Ela chega às onze e vai em bora ao m eio-dia.

— Deve ter acontecido algum a coisa.

— Cirurgia de j oanete — inform a um funcionário que está em pilhando pacotes de cenoura nas proxim idades. — Ela volta daqui a um m ês.

A m ão de Jacob com eça a bater na perna. Olho em volta e calculo m entalm ente se seria pior eu tentar tirá-lo dali antes que o m ovim ento repetitivo se transform e em um surto ou se posso aj udá-lo a superar a situação.

— Lem bra quando a sra. Pinham precisou se ausentar da escola por três sem anas porque teve herpes e não pôde avisar com antecedência? É a m esm a coisa.

— Mas são onze e quinze — insiste Jacob.

— A sra. Pinham sarou, certo? E tudo voltou ao norm al.

O rapaz das cenouras j á está olhando para nós. E com o não olharia? Jacob parece um rapaz totalm ente norm al. Ele é visivelm ente inteligente. Mas ver seu dia perturbado faz com que ele se sinta da m esm a m aneira que eu m e sentiria se, de repente, m e m andassem saltar de bungee j um p do alto da Sears Tower.

Quando um grunhido baixo sai da garganta de Jacob, sei que passam os do ponto em que não há volta. Ele se afasta de m im e vai de costas contra um a prateleira cheia de frascos de picles e condim entos. Alguns frascos caem no chão e o barulho de vidro quebrado o descontrola de vez. De repente, Jacob está gritando, um a nota aguda e cortante, que é a trilha sonora da m inha vida. Ele se m ove às cegas, batendo em m im quando tento segurá-lo.

São apenas trinta segundos, m as trinta segundos podem durar eternam ente quando se é o centro da atenção de todos; quando se está lutando com seu filho de um m etro e oitenta no chão de linóleo, segurando-o com todo o peso de seu corpo, o único tipo de pressão que pode acalm á-lo. Ponho os lábios no ouvido dele.

— I shot the sheriff — canto. — But I didn’t shoot no deputy...

Desde que ele era pequeno, essa letra de Bob Marley o acalm ava. Houve ocasiões em que toquei essa m úsica vinte e quatro horas por dia, apenas para m antê-lo tranquilo; até o Theo conhecia a letra inteira antes de fazer três anos. De fato, a tensão vai deixando os m úsculos de Jacob, e os braços caem soltos ao seu lado. Um a lágrim a corre do canto de seu olho.

— I shot the sheriff — ele m urm ura — but I swear it was in self-defense.

Seguro o rosto dele entre m inhas m ãos e o forço a encontrar m eus olhos.

— Tudo bem agora?

Ele hesita, com o se estivesse fazendo um a avaliação séria.

— Sim .

Eu m e sento e aj oelho sem querer sobre a poça de picles derram ados. Jacob se senta tam bém e abraça os j oelhos de encontro ao peito.

Um a m ultidão se form ou em volta de nós. Além do rapaz das cenouras, o gerente da loj a, vários clientes e duas m enininhas gêm eas com iguais constelações de sardas no rosto estão todos olhando para Jacob com aquela m istura curiosa de horror e pena que nos segue com o um cachorro m ordiscando nossos calcanhares. Jacob não m achucaria um a m osca, literal ou figurativam ente. Eu o vi proteger um a aranha com as m ãos durante um a viagem de carro de três horas só para poder soltá-la quando chegássem os a nosso destino. Mas, se você for um estranho e vir um hom em alto e m usculoso derrubando prateleiras, não vai olhar para ele e im aginar que está frustrado. Vai achar que ele é violento.

— Ele é autista — digo bruscam ente. — Vocês têm algum a pergunta?

Descobri que ficar brava funciona m elhor. É o choque de que as pessoas precisam para tirar os olhos do incidente. Com o se nada tivesse acontecido, os clientes voltam a escolher laranj as e em balar pim entões. As duas m enininhas desaparecem a toda pelo corredor de laticínios. O rapaz das cenouras e o gerente não olham para m im e acho m uito m elhor assim . Sei com o lidar com sua curiosidade m órbida; é sua benevolência que poderia m e quebrar.

Jacob vem arrastando os pés atrás de m im enquanto em purro o carrinho. Sua m ão ainda se contrai ligeiram ente do lado do corpo, m as ele está se controlando.

Minha m aior esperança para Jacob é que m om entos com o esse não aconteçam .

Meu m aior m edo: que eles aconteçam, e que eu nem sem pre estej a presente para im pedir as pessoas de pensarem o pior dele.