Bioquímica Básica

Anita Marzzoco e Bayardo Baptista Torres · Capítulo 159 de 225

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Bioquímica Básica

19.6.2 Glucagon

Glicólise – ↓ ↑

Gliconeogênese ↑ ↑ ↓

Glicogenólise ↑ ↑ ↓

Glicogenogênese – ↓ ↑

Lipólise ↑ ↑ ↓

Lipogênese – ↓ ↑

Cetogênese – ↑ ↓

↑ = glicemia ou velocidade da via aumentada; ↓ = glicemia ou velocidade da via diminuída.

 

19.6.2 Glucagon

O glucagon é um peptídio formado por 29 aminoácidos, sintetizado pelas células α das ilhotas de Langerhans do pâncreas. É liberado na corrente sanguínea quando a concentração de glicose circulante é baixa (hipoglicemia). Seu papel fisiológico principal é aumentar a produção e a exportação de glicose pelo fígado, de modo a elevar a glicemia. O glucagon determina este resultado por estimular as vias que produzem glicose — glicogenólise e gliconeogênese — e inibir aquelas que a consomem — síntese de glicogênio e glicólise.

Seus efeitos metabólicos, com exceção da estimulação da síntese de

glicose nos hepatócitos, são eminentemente degradativos (Tabela 19.3), incidindo sobre carboidratos, lipídios e proteínas, em especial no fígado e tecido adiposo. Essas ações do glucagon somam-se às da adrenalina, fazendo parte da adaptação do organismo a situações de carência de

nutrientes nos intervalos entre as refeições e no jejum (Capítulo 21). No tecido muscular, desprovido de receptores de glucagon, predominam os efeitos da adrenalina.

A transdução de sinal do glucagon ocorre pela via da proteína quinase A (PKA). O glucagon liga-se a seus receptores (R S) na membrana plasmática das células-alvo e eles passam a interagir com uma proteína G S, que estimula a adenilato ciclase: o nível de cAMP aumenta, resultando na ativação da PKA. As reações de fosforilação catalisadas pela PKA são responsáveis pela interferência do glucagon no metabolismo e na transcrição gênica.