Bioquímica Básica

Anita Marzzoco e Bayardo Baptista Torres · Capítulo 51 de 225

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Bioquímica Básica

6.2.3 Glicerofosfolipídios

Os glicerofosfolipídios são derivados do glicerol que contêm fosfato na sua estrutura. O glicerofosfolipídio mais simples é o ácido fosfatídico (fosfatidato no pH fisiológico), composto por uma molécula de glicerol esterificada a dois ácidos graxos nos carbonos 1 e 2, e a ácido fosfórico no carbono 3. O fosfatidato, além de ser um componente menor de membranas

celulares, atua como intermediário da síntese de triacilgliceróis (Seção 16.7) e dos outros glicerofosfolipídios.

Os glicerofosfolipídios mais comuns originam-se da esterificação, ao ácido fosfórico do fosfatidato, de moléculas polares variáveis

(representadas por X na Figura 6.11). Os diferentes lipídios resultantes têm seus nomes derivados dos substituintes do fosfatidato; por exemplo, etanolamina e colina originam, respectivamente, fosfatidiletanolamina (também denominada cefalina) e fosfatidilcolina (ou lecitina). Em alguns glicerofosfolipídios, o ácido fosfatídico está ligado a outro ácido fosfatídico através de uma molécula de glicerol; são chamados de difosfatidilgliceróis ou cardiolipinas, por terem sido descobertos em músculo cardíaco. Os membros de cada categoria de glicerofosfolipídios diferem entre si pelo tipo de ácido graxo que ocupa as posições 1 e 2; geralmente, a posição 1 é ocupada por um ácido graxo saturado, e a posição 2, por um insaturado.

Figura 6.11 Glicerofosfolipídios. A porção hidrofílica de sua molécula consta do grupo fosfato unido por ligação éster a um outro grupo polar, variável, representado por X; as cadeias carbônicas dos ácidos graxos esterificados ao glicerol constituem a porção hidrofóbica.

 

Por conterem fosfato, os glicerofosfolipídios e as esfingomielinas

(descritas na seção seguinte) são denominados fosfolipídios (Figura 6.9). 6.2.4 Es ngolipídios