Bioquímica Básica

Anita Marzzoco e Bayardo Baptista Torres · Capítulo 162 de 225

Páginas do PDF

Bioquímica Básica

Bibliografia

(PKB), estimulada por insulina (Figura 19.12), fosforila AMPK em sítios diferentes, causando a sua inativação.

Uma vez na forma ativa, AMPK fosforila proteínas-alvo nos tecidos periféricos, causando o bloqueio de vias que consomem ATP, como a síntese de ácidos graxos e de colesterol, e a ativação de vias que levam à produção de ATP, como a oxidação de ácidos graxos e a glicólise. No hipotálamo, atua como mediadora das ações de hormônios e adipocinas, de modo a garantir a manutenção do sinal de fome durante períodos de balanço de energia negativo; insulina e leptina, que reduzem a ingestão de alimentos, suprimem a atividade da AMPK nos neurônios hipotalâmicos. Deste modo, além de regular a oxidação e o armazenamento de substratos nos tecidos periféricos, a AMPK participa do controle central do apetite.

O transporte de glicose em músculos esqueléticos de mamíferos é estimulado por insulina e também pelo exercício. A indução do transporte pela contração muscular é insulinoindependente, e seria regulada por AMPK.

AMPK pode ser ativada por vários agentes farmacológicos. É o que

acontece com antidiabéticos orais, como a metformina (Seção 21.4). Por participar do controle da saciedade, AMPK é alvo de interesse para o desenvolvimento de fármacos para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Embora as bases moleculares do efeito do exercício não sejam completamente conhecidas, sua aplicação terapêutica é fundamental para diabéticos e obesos, por causar uma melhora significativa na resistência à insulina.

 

Bibliogra a

Agius L: Physiological control of liver glycogen metabolism: lessons from novel glycogen

phosphorylase inhibitors. Mini Rev Med Chem 10 (12): 1175-1187, 2010.

Aronson JK: Where name and image meet — the argument for “adrenaline”. BMJ 320 (7233): 506-

509, 2000.

Barnes PJ: Theophylline. Am J Respir Crit Care Med 188 (8): 901-906, 2013.

Buchen L: Cell signalling caught in the act. Nature 475: 273-274, 2011. Carling D et al.: AMP-activated protein kinase: nature’s energy sensor. Nature Chem Biol 7 (8): 512-

518, 2011.

Chen J F et al.: Adenosine receptors as drug targets — what are the challenges? Nat Rev Drug

Discov 12 (4): 265-286, 2013.

Edelstein SJ: Allosteric interactions after 50 years. J Mol Biol 425 (9): 1391-1395, 2013. Hay N: Akt isoforms and glucose homeostasis — the leptin connection. Trends Endocrinol Metab 22

(2): 66-73, 2011.

Heroes E et al: The PP1 binding code: a molecular-lego strategy that governs specificity. FEBS J 280

(2): 584-595, 2013.

Leto D, Saltiel AR: Regulation of glucose transport by insulin: traffic control of GLUT4. Nature Rev

Mol Cell Biol 13 (6): 383-396, 2012.

Rasmussen SGF et al.: Crystal structure of the β2 adrenergic receptor-Gs protein complex. Nature

477 (7366): 549-55, 2011.

Siu FY et al.: Structure of the human glucagon class B G-protein-coupled receptor. Nature 499

(7459): 444-449, 2013.

Stark R et al.: AMPK and the neuroendocrine regulation of appetite and energy expenditure. Mol

Cell Endocrinol 366 (2), 215-223, 2013.

Taylor CW, Dale P: Intracellular Ca 2+ channels — a growing community. Mol Cell Endocrinol 353

(1-2): 21-28, 2012.

Vanhaesebroeck B et al.: PI3K signalling: the path to discovery and understanding. Nature Rev Mol

Cell Biol 13 (3): 195-203, 2012.

Zorn JA, Wells JA: Turning enzymes ON with small molecules. Nat Chem Biol 6 (3): 179-188, 2010.

__________

1As siglas da denominação inglesa das proteína quinases, fosfoproteína fosfatases e de outras enzimas serão adotadas neste texto, graças ao seu uso consagrado na literatura.

2O acrônimo Akt não tem relação com a função da enzima, referindo-se à designação da linhagem de camundongo, Ak, da qual foi isolado um retrovírus transformante, Akt; o oncogene viral foi denominado v-akt e verificou-se que codificava uma proteína quinase específica para serina/treoniona. PKB (ou Akt) nas células humanas é codificada pelo gene c-akt, homólogo ao oncogene viral v-akt.

3A enzima GSK-3, diferentemente do que seu nome indica, não é específica para a glicogênio sintase; trata-se de uma proteína quinase.

 

OceanofPDF.com