Bioquímica Básica
Bibliografia
(PKB), estimulada por insulina (Figura 19.12), fosforila AMPK em sítios diferentes, causando a sua inativação.
Uma vez na forma ativa, AMPK fosforila proteínas-alvo nos tecidos periféricos, causando o bloqueio de vias que consomem ATP, como a síntese de ácidos graxos e de colesterol, e a ativação de vias que levam à produção de ATP, como a oxidação de ácidos graxos e a glicólise. No hipotálamo, atua como mediadora das ações de hormônios e adipocinas, de modo a garantir a manutenção do sinal de fome durante períodos de balanço de energia negativo; insulina e leptina, que reduzem a ingestão de alimentos, suprimem a atividade da AMPK nos neurônios hipotalâmicos. Deste modo, além de regular a oxidação e o armazenamento de substratos nos tecidos periféricos, a AMPK participa do controle central do apetite.
O transporte de glicose em músculos esqueléticos de mamíferos é estimulado por insulina e também pelo exercício. A indução do transporte pela contração muscular é insulinoindependente, e seria regulada por AMPK.
AMPK pode ser ativada por vários agentes farmacológicos. É o que
acontece com antidiabéticos orais, como a metformina (Seção 21.4). Por participar do controle da saciedade, AMPK é alvo de interesse para o desenvolvimento de fármacos para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Embora as bases moleculares do efeito do exercício não sejam completamente conhecidas, sua aplicação terapêutica é fundamental para diabéticos e obesos, por causar uma melhora significativa na resistência à insulina.
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1As siglas da denominação inglesa das proteína quinases, fosfoproteína fosfatases e de outras enzimas serão adotadas neste texto, graças ao seu uso consagrado na literatura.
2O acrônimo Akt não tem relação com a função da enzima, referindo-se à designação da linhagem de camundongo, Ak, da qual foi isolado um retrovírus transformante, Akt; o oncogene viral foi denominado v-akt e verificou-se que codificava uma proteína quinase específica para serina/treoniona. PKB (ou Akt) nas células humanas é codificada pelo gene c-akt, homólogo ao oncogene viral v-akt.
3A enzima GSK-3, diferentemente do que seu nome indica, não é específica para a glicogênio sintase; trata-se de uma proteína quinase.
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