Introdução à Genética

Anthony J. F. Griffiths · Capítulo 101 de 398

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Introdução à Genética

6.2 Interação dos genes nas vias

Alelos nulos para genes identificados por sequenciamento genômico podem ser

obtidos por meio da utilização de uma diversidade de procedimentos de “genética reversa” que nocauteiam especificamente a função daquele gene. Esses serão descritos

no Capítulo 14.

 

CONCEITO-CHAVE Para veri car se um gene é essencial, o alelo nulo é testado em relação à letalidade.

 

Agora nos voltamos para as abordagens que podem ser utilizadas para detectar a

interação de dois ou mais loci.

 

6.2 Interação dos genes nas vias

Os genes atuam por meio do controle da química celular. No início do século 20,

Archibald Garrod, um médico inglês (Figura 6.9), fez a primeira observação que ampara essa percepção. Garrod observou que diversas doenças humanas recessivas demonstram defeitos no que é denominado metabolismo, o conjunto geral de reações químicas que ocorrem em um organismo. Essa observação levou à noção de que as referidas doenças genéticas são “erros inatos do metabolismo”. Garrod trabalhou com uma doença denominada alcaptonúria (AKU), ou doença da urina negra. Ele descobriu que a substância responsável pela urina negra era o ácido homogentísico, que é encontrado em altas concentrações e que é secretado na urina em pacientes com AKU. Ele sabia que, em pessoas não afetadas, o ácido homogentísico é convertido em ácido maleilacetoacético; assim, ele propôs que, na AKU, existe um defeito nessa conversão. Consequentemente, o ácido homogentísico se acumula e é excretado. As observações de Garrod levantaram a possibilidade de que as vias químicas das células estivessem sob o controle de um grande conjunto de genes em interação. Entretanto, a demonstração direta desse controle foi fornecida pelo trabalho posterior de Beadle e Tatum com o fungo Neurospora.