Introdução à Genética
16.5 Câncer | Uma importante consequência fenotípica da mutação
16.5 Câncer | Uma importante consequência
fenotípica da mutação
Por que tantos agentes mutagênicos causam câncer? Qual é a conexão entre o câncer e a mutação? Nesta seção, exploraremos a conexão mutação-câncer.
Tornou-se claro que praticamente todos os cânceres de células somáticas
surgem em virtude de uma série de mutações especiais que se acumulam em uma célula. Algumas dessas mutações alteram a atividade de um gene; outras simplesmente eliminam a atividade gênica. As mutações que promovem o câncer estão classificadas em uma de algumas categorias importantes: aquelas que aumentam a capacidade de uma célula de proliferar; aquelas que diminuem a suscetibilidade de uma célula a uma via suicida, denominada apoptose; ou aquelas que aumentam a taxa de mutações geral da célula ou a sua longevidade, de modo que todas as mutações, incluindo aquelas que encorajam a proliferação ou a apoptose, apresentam maior probabilidade de ocorrência.
Como as células cancerosas diferem das células normais Um tumor maligno, ou câncer, é um agregado de células, todas descendentes de uma célula aberrante inicial. Em outras palavras, todas as células malignas são membros de um único clone, até mesmo em cânceres avançados que apresentam múltiplos tumores em muitos locais no corpo. As células cancerosas diferem tipicamente de suas vizinhas normais em uma diversidade de características fenotípicas, tais como rápida taxa de divisão, capacidade de invadir novos territórios celulares, alta taxa metabólica e forma anormal. Por exemplo, quando as células de folhetos celulares epiteliais normais são semeadas em uma cultura celular, elas conseguem crescer apenas quando ancoradas à própria placa de cultura. Além disso, as células epiteliais normais
em cultura se dividem apenas até formarem uma única camada contínua (Figura
16.30 A). Nesse ponto, de alguma maneira elas reconhecem que formaram uma única camada epitelial e param de se dividir. Contrariamente, as células malignas derivadas de tecido epitelial continuam a proliferar, empilhando-se